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quinta-feira, 17 de novembro de 2022

Neil Young critica a baixa qualidade de áudio do Spotify

Neil Young mais uma vez direcionou seus comentários contra o Spotify. Depois de remover seu catálogo de músicas da plataforma de streaming devido a desinformação de Joe Rogan sobre a vacina, Young perguntou a Howard Stern: “Por que eu manteria [sua música] lá quando parece um filme pixelado?

Young também deu mais detalhes sobre o motivo original de sua briga com o Spotify. Ele disse: “Acordei uma manhã e ouvi alguém dizendo que havia alguns cientistas dizendo algo sobre o Covid, ou alguns médicos e eles estavam dizendo algo sobre o Covid e quantas pessoas estavam morrendo em hospitais e muita desinformação”.

Spotify x Neil Young: empresa faz mudanças para lidar com desinformação sobre COVID-19.

Observando a falta de censura do Spotify sobre as alegações de Rogan, ele acrescentou: “E eu ouvi, eles estavam dizendo que ele propositalmente falava essas coisas que ele sabe que não são verdadeiras sobre a COVID e as pessoas estavam morrendo. Acabei de ligar para meu empresário e disse: 'Estamos fora de lá. Me tire daqui.” E nós ficaremos bem, e foi um pouco chocante porque eles sabem todos os números. Quem se importa? Você sabe, quem se importa? Qual o nome dele? Daniel Ek? Ele se preocupa com dinheiro.

De acordo com Young, a qualidade do som do Spotify é insignificante para alguns de seus concorrentes, incluindo a Apple Music. Young continuou: “Eu sabia que ia me sair bem. Há a Amazn; há a Apple; há o QoBuz; esses são três serviços de streaming que reproduzem alta resolução. E soa melhor em outros lugares. Por que eu iria querer mantê-lo no Spotify?

Amanhã (18 de novembro), Neil Young lançará um novo álbum "World Record" com sua banda de longa data Crazy Horse. A lenda do folk-rock canadense também lançará uma edição de 50 anos de um de seus melhores discos de todos os tempos, "Harvest", no dia 2 de dezembro. No entanto, como sabemos, com certeza não poderemos ouvir nenhum dos próximos lançamentos no Spotify.

Via FAR OUT.

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

'Harvest Moon': o aclamado álbum de 1992 de Neil Young

Neil Young começou os anos 90 com o álbum "Ragged Glory" e os subsequentes álbuns ao vivo de 1991, "Arc" e "Weld". Mas quando 1992 chegou, Young, que sofria de zumbido, decidiu relaxar um pouco. O resultado foi "Harvest Moon", que completa 30 anos nesta quarta-feira (02/11).

Como os álbuns clássicos dos anos 70 de Young, "Harvest" e "Comes a Time", "Harvest Moon" apresentava violão, piano e banjo, em vez de uma guitarra elétrica gritante. Neil foi acompanhado em "Harvest Moon" pela banda de apoio The Stray Gators, que também havia tocado no "Harvest", mas com uma formação ligeiramente diferente. Em "Harvest Moon", três dos membros originais do grupo, o guitarrista de pedal steel Ben Keith, o baixista Tim Drummond e o baterista Kenny Buttrey, se juntaram ao famoso compositor e tecladista Spooner Oldham.

Também retornaram Linda Ronstadt e James Taylor nos vocais de apoio. Os dois, junto com Crosby, Stills & Nash, também cantaram backups em "Harvest". Além disso, Nicolette Larson e a irmã de Neil, Astrid Young, emprestaram seus talentos de backing vocal para Harvest Moon.

Apresentando músicas memoráveis ​​como "Unknown Legend", "From Hank to Hendrix", "War of Man" e a faixa-título, "Harvest Moon" foi um grande sucesso, alcançando o top 10 tanto no Reino Unido quanto no país natal de Young, o Canadá; nos EUA, chegou ao top 20. Foi certificado pela RIAA com platina dupla por vendas de 2 milhões de cópias.

"Harvest Moon" também foi nomeado Álbum do Ano no Juno Awards do Canadá e vendeu mais que "Ragged Glory" e seu antecessor, "Freedom" de 1989. Um álbum de concertos da turnê "Harvest Moon" chamado "Dreamin' Man Live '92", que foi lançado em 2009 como parte da série "Archives" em andamento, de Young.

Via Sunny 107.9.


Ouça o álbum na íntegra:


Tracklist:

“Unknown Legend”
“From Hank to Hendrix”
“You and Me”
“Harvest Moon”
“War of Man”
“One of These Days”
“Such a Woman”
“Old King”
“Dreamin’ Man”
“Natural Beauty”.

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Neil Young e Crazy Horse lançam novo álbum 'World Record'

Neil Young e sua banda Crazy Horse, que trabalham juntos desde 1968, acabam de lançar seu 15º álbum conjunto, "World Record". Produzido por Rick Rubin em seus estúdios Shangri-La em Malibu, onde Young também gravou seu álbum "Peace Trail" de 2016, o disco de dez faixas chegou hoje, 18 de novembro.

O álbum apresenta Young nos vocais, com Crazy Horse fornecendo toda a instrumentação, que foi gravada ao vivo com Rubin mixando as músicas em fita analógica.

Neil Young critica a baixa qualidade de áudio do Spotify.

Young promoveu o álbum em um episódio recente do podcast Broken Record de Rubin, onde compartilhou seu processo para escrever o álbum, além de explicar que o World Record apresenta “combinações de instrumentos inéditas”.

O lançamento de "World Record" vem apenas alguns meses depois de "Toast", que Young and Crazy Horse lançou em julho. No entanto, esse projeto foi originalmente gravado em 2001, com Young alegando que era “tão triste na época que não consegui lançá-lo”.

Antes disso, eles lançaram um álbum juntos em 2021, "Barn", que inspirou a criação de um documentário making-of do ator Daryl Hannah, esposa de Young.

Via FAR OUT.

Ouça em diversas plataformas, exceto Spotify, clicando AQUI.

Tracklist:

01 “Love Earth”
02 “Overhead”
03 “I Walk With You (earth ringtone)”
04 “This Old Planet (changing days)”
05 “The World (is in trouble now)”
06 “Break The Chain”
07 “The Long Day Before”
08 “Walkin’ On The Road (to the future)”
09 “The Wonder Won’t Wait”
10 “Chevrolet”
11 “This Old Planet reprise”



quinta-feira, 29 de junho de 2017

"Like a Hurricane": Neil Young compôs uma das mais belas canções do século XX


Em 2008 ouvindo os canais de áudio da SKY conheci "Like A Hurricane", canção magistral de Neil Young que integra o álbum "American Stars 'n Bars" (1977).

O cativar foi tamanho, que no mesmo dia fui atrás da música na internet e sua informações, passando a ouvi-la repetidas vezes e esta certamente passou a ser uma das melhores canções que já ouvi na minha vida, sendo os solos de Young tão enebriantes e tecnicamente perfeitos, que poderiam se alongar por horas que não enjoaria.

Pois bem. Achei no Whiplash um texto inspiradíssimo e específico sobre essa obra de arte musical publicado originalmente em 2011 no blog rockrevista , escrito por Max P. e que reproduzo integralmente nas linhas abaixo:

Neil Young: "Like a Hurricane", uma canção imortal

Hesitei durante algum tempo em escrever sobre NEIL YOUNG, o pai do grunge e um dos pilares do folk rock. Talvez por admirá-lo demais e temeroso de não conseguir fazer um post à altura do que ele representa para mim e para o rock. Mas, enfim...

YOUNG é um dos caras que embasaram meu gosto musical e provavelmente a melhor herança que meu professor de rock deixou entre tantas outras preciosidades. Nas trocas de idéias sobre música NEIL sempre surgia como o caminho correto, a essência roqueira simples e honesta.
Se NEIL YOUNG ilustra bem as facetas melódicas e pesadas do rock’n roll, sua magnífica “Like a Hurricane” dá contornos definitivos à essência do próprio artista: letra inteligente, dualidade entre a sonoridade suave da música e as distorções carregadas de guitarra, o coração na ponta da palheta.

Like a Hurricane” é uma canção de quase 35 anos de idade, mas que não desbotou ao longo do tempo. Seus traços são de imortalidade. Em nenhuma audição ela perdeu a carga elétrica fantástica que senti na primeira vez que a ouvi, há mais de 15 anos.

A canção foi composta em julho de 1975, apesar de vir a ser gravada e lançada somente no álbum “American Stars’n Bars”, de 1977. A música é incrível, densa, combinando perfeitamente intensidade e melancolia. Tendo a Crazy Horse como suporte, NEIL YOUNG conseguiu uma excitação roqueira que não tinha com Corsby, Stills e Nash, sua talentosa banda anterior, de traços mais folk.

A letra foi escrita no período em que NEIL convalescia de uma cirurgia nas cordas vocais, e o cenário veio de uma noite de exageros com seu amigo Taylor Phelps nos bares de San Matheo.

A noite que inspirou a música se deu em um intervalo na vida sentimental de YOUNG. Ele havia rompido há pouco com a atriz Carrie Snodgress, e sua essência romântica aflorava. O belo trecho “Eu sou um sonhador, mas você é somente um sonho” deixa isso bem claro.

A canção fala de um fugaz encontro entre NEIL e uma mulher em um bar. O fato efetivamente aconteceu e a garota se chamava Gail.

Os versos trazem YOUNG se aproximando da garota, deixam subentendida uma intensa química entre os dois (olhos dela em fogo, toque nos lábios) mas culminam com um infeliz desfecho: o sentimento de desolação de NEIL por não tê-la levado para casa.

Segundo reza a lenda a garota não saiu da cabeça de NEIL YOUNG por um tempo. A frustração pelo inatingível levou o cara ao teclado, de onde saíram as primeiras notas da canção. Um tempo depois NEIL levou um esboço da música à sua banda, com duas frases escritas em um envelope: “You are like a hurricane, there’s calm in your eye”. A partir disso a banda começou a trabalhar na canção, que ficou pronta em 10 dias.

Em entrevista a um jornal canadense, o guitarrista Poncho Sampedro trouxe mais detalhes interessantes sobre a elaboração de “Like a Hurricane”: “NEIL não estava gostando do jeito que eu tocava a guitarra, do ritmo que eu tinha na elaboração. Tudo mudou quando eu comecei a dedilhar as cordas de forma simples, e YOUNG disse que este poderia ser o jeito certo. E foi a única vez que a tocamos daquela maneira, aquele foi o take.

Além da simplicidade, outras fontes de inspiração contribuíram para a formação da música. A clássica canção sessentista “Runaway”, de Del Shannon, por exemplo. NEIL YOUNG explicou essa situação no livro “Shakey”: “Quando ‘Runway’ chega à parte ‘I’m walkin’ in the rain...”, estes são acordes semelhantes ao refrão de ‘Like a Hurricane’.

YOUNG também fez menção honrosa ao seu baixista, Billy Talbot: “A canção vem de uma sequência de quatro notas do baixo de Billy. Às vezes ela soa como se estivéssemos tocando realmente rápido, mas não estamos. A música apenas gira em ciclos.

NEIL YOUNG é um cara modesto mesmo, às vezes em demasia. Obviamente a base do baixo e a origem das notas são essenciais, mas 90% do brilho de “Like a Hurricane” vêm de sua performance na guitarra. Desde o riff inicial os holofotes dirigem-se somente para as notas lamuriosas e poderosas que NEIL extrai.

A música é longa (8min20seg), mas de plena energia e profundidade emocional. Letra e melodia trazem à tona a obscuridade e a ternura do mundo de NEIL. Os caracteres dos fatos de sua vida pessoal estão fortemente presentes, como sempre. Os vários solos são envolventes e mesmo as distorções são melodicamente lindas.

A tradução da canção é mais ou menos a seguinte: “Uma vez pensei ter te visto em um bar lotado e esfumaçado, dançando na luz de estrela a estrela. Bem longe dos raios da luz da lua, sei que é isso que você é. Uma vez vi seus olhos castanhos virarem fogo.// Você é como um furacão, há calma em seu olho. E estou sendo arremessado para longe, para algum lugar mais seguro onde o sentimento permanece. Eu quero te amar mas estou sendo arremessado para longe.// Eu sou só um sonhador, mas você é somente um sonho. Você poderia ter sido qualquer uma pra mim ante daquele momento quando tocou meus lábios, aquele sentimento perfeito. Foi quando o tempo deslizou para longe de nós em nossa jornada nebulosa.

Assim como outras canções clássicas do rock, “Like a Hurricane” também teve que passar por uma edição para adequar-se ao tempo das emissoras de rádio da época. Uma versão mais curta foi lançada em 08 de agosto de 1977, como um b-side do single "Hold Back the Tears".

Abraços a todos.