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sábado, 24 de abril de 2021

Jethro Tull: assista ao novo clipe animado de "Aqualung"

No início deste mês de abril o canal oficial do Jethro Tull divulgara um clipe animado oficial para a faixa-título do álbum "Aqualung", que completara 50 no mês passado.

Assista no player abaixo e na sequência, leia a nossa resenha sobre o álbum:

As sementes da complexidade e esmero já tinham sido plantadas anteriormente no antecessor "Benefit", álbum embrionário do poderoso e maciço "Aqualung", que chegaria em 19 de março de 1971, mostrando ao mundo uma já gigantesca banda de rock progressivo e que só faria crescer no decorrer daquela década.

Apesar do genial frontman do Jethro Tull, o vocalista, violonista e flautista Ian Anderson posteriormente negar isso em entrevista, sabe-se que "Aqualung" teria sido um álbum conceitual satirizando e criticando a relação entre personagens, religião e o próprio Deus, onde segundo os temas das canções, a religião não cumpriria o seu verdadeiro papel de possibilitar o "religare' do homem com o Deus e sim o afastando dele.

Marcando as estreias do baixista Jeffrey Hammond e do pianista John Evan, porém também a despedida do baterista Clive Bunker, musicalmente o disco é um trabalho primoroso, tendo quase como de praxe, praticamente todas as canções emanando da mente criativa de Ian Anderson, salvo raras exceções de algumas pouquíssimas composições em parceria.


A faixa-título, que inclusive abre o disco é uma das obras-primas do rock progressivo e classic rock de todos os tempos, com seu riff introdutório marcante sendo um dos mais emblemáticos e reconhecidos do gênero, além do estupendo solo do guitarrista Martin Barre, deveras subestimado nas listas dos grandes guitarristas do século passado.

Assim como a faixa-título, este álbum rendeu mais algumas canções que passariam a integrar eternamente os setlists dos shows da banda, como "Cross-Eyed Mary", "Locomotive Breath" e principalmente à época, a belíssima e profunda "My God".

Vale ressaltar que mesmo como todo o crescente mergulho no prog rock, "Aqualung" não deixa de lado as icônicas influências celta e folk da banda, ficando isso claro na trinca das ótimas faixas "Mother Goose", "Wond'ring Aloud" e "Up to Me".


Como uma canção "lado B de luxo", não tão badalada assim, o álbum se fecha com a espetacular "Wind Up", música lindíssima, que deveria ser lembrada dentre as maiores da carreira do grupo e mais executadas nos shows tanto do Jethro Tull, quanto nas apresentações solo de Ian Anderson, ainda na ativa.

Com o enorme sucesso de público e crítica de "Aqualung", ficava difícil imaginar que a banda de Anderson pudesse repetir o feito ou mesmo ir além, mas sim, ela o fizera no ano seguinte com outra-obra-prima, contendo uma só música, "Thick As A Brick".


Tracklist:

"Aqualung"
"Cross-Eyed Mary"
"Cheap Day Return"
"Mother Goose"
"Wond'ring Aloud"
"My God"
"Hymn 43"
"Slipstream"
"Locomotive Breath"
"Wind Up"

A Banda:

Ian Anderson: vocais, violão, flauta
Martin Barre: guitarra, flauta doce soprana
John Evan: piano, órgão, mellotron
Jeffrey Hammond (como "Jeffrey Hammond-Hammond"): baixo, flauta doce alta vocais
Clive Bunker: bateria, percussão


segunda-feira, 19 de abril de 2021

Ian Anderson diz que teria mudado o som do Jethro Tull para Tony Iommi seguir na banda

Ian Anderson disse que estava preparado para mudar a abordagem musical do Jethro Tull se o futuro guitarrista do Black Sabbath, Tony Iommi, permanecesse na banda.

Iommi se profissionalizou como membro do Earth antes de passar várias semanas com Anderson em 1968; ele então decidiu retornar à sua banda anterior. Ele não gravou com Jethro Tull, mas fazia parte da formação vista no filme-show do Rock N 'Roll Circus dos Rolling Stones.

Logo depois, Jethro Tull começou a trabalhar em "Stand Up", o álbum que definiu seu som progressivo. Mas naquele ponto, Anderson disse ao Planet Rock, que sua banda estava um pouco distante de estabelecer uma direção.

Nós tínhamos sido colocados no escaninho de sermos uma pequena banda de blues antiga com uma ligeira estranheza de ter uma flauta colocada no meio", disse ele. "Foi definitivamente giz e queijo com o que teria acontecido se Tony se tornasse um membro permanente da banda, porque seu estilo musical era completamente diferente.

Observando que “você não chamaria Tony, então ou agora, de guitarrista de blues”, Anderson acrescentou: “Ele não fazia todos aqueles licks e tocava esse tipo de coisa; ele era muito monofônico - grandes coisas de uma única nota. Na banda com a qual ele tocou, chamada Earth, que posteriormente se tornou o Black Sabbath, ele era tão diferente.

Se Iommi tivesse ficado, “isso teria mudado radicalmente a maneira como a música de Jethro Tull teria sido”, admitiu Anderson. “Isso teria mudado a maneira como eu escrevia músicas - o lote de músicas que se tornou nosso segundo álbum, "Stand Up", em 1969. Eu repassei algumas coisas com Tony e parece que o formato daquelas músicas em que eu estava trabalhando não era sua praia”.

Anderson se lembra de Iommi como um “cara legal” e admitiu estar “apaixonado por sua guitarra quando Earth tocou com Jethro Tull em algum show em uma universidade. (…) Só pensei: 'Uau, aquele cara pode muito bem ter algo a oferecer.' E de fato ele o fez - ele o ofereceu ao mundo.

Via UCR.