Confraria Floydstock: folk rock
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quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Mark Knopfler: celebre seu aniversário com vídeo do Dire Straits em Wembley

Mark Knopfler comemora seu 72º aniversário hoje. O aclamado guitarrista, cantor e compositor, produtor e compositor nasceu em 12 de agosto de 1949 em Glasgow, Escócia, mas cresceu em Blyth, perto de Newcastle, na Inglaterra.  As primeiras influências de Mark incluíram seu tio junto com o guitarrista do Shadows, Hank Marvin.  Knopfler ansiava por uma Fender Stratocaster vermelha como seu herói Marvin, mas se contentou com uma Hofner mais barata.  Ele logo pegaria o violão e também se apresentaria com seu herói.

Depois de se formar na Universidade de Leeds e trabalhar como professor universitário por três anos, Mark fundou a lendária banda de rock Dire Straits em Londres em 1977 com seu irmão guitarrista David Knopfler, o baixista John Illsley e o baterista Pick Withers.  Embora seu single de estreia, "Sultans Of Swing", tenha obtido sucesso, os quatro membros da banda trabalharam durante o dia e aprimoraram seus talentos em clubes de Londres à noite, juntamente com Withers sendo músico de estúdio de Gerry Rafferty e outros ao longo dos anos 70. Em 77, a banda surgira de uma demo que incluía "Sultans Of Swing" e, embora tenham sido rejeitadas algumas vezes, a música acabou chamando a atenção de um DJ da BBC chamado Charlie Gillet, que começou a tocar o disco em sua BBC Radio London  programa Honky Tonk.

A tração de "Sultans", que começou a subir nas paradas, levou a banda a assinar com a divisão Vertigo da Phonogram Inc. e a contar sua estreia homônima em 1978 com o produtor Muff Winwood (irmão de Steve Winwood).  A banda começou a turnê, abrindo para Talking Heads, e um relançamento de "Sultans of Swing" começou a escalar as paradas no Reino Unido chegando ao número 8. Isso levou a banda a assinar um contrato com a Warner Bros.  turnê pela América do Norte que colocou "Sultans" no Top 5 nos EUA. Bob Dylan pegou a banda em Los Angeles e convidou Knopfler e Withers para gravar com ele. Dire Straits havia atingido o grande momento.

A estrela da banda continuaria a crescer com os álbuns subsequentes e eles alcançaram um sucesso astronômico com seu álbum de maio de 1985, "Brothers In Arms", que incluía o sucesso da MTV "Money For Nothing", bem como outras canções de assinatura como "So Far Away", "Walk Of  Life ”e muito mais.  Em 10 de julho de 1985, no auge de sua fama, os Dire Straits se apresentaram na lendária Wembley Arena em Londres.

A banda viu algumas mudanças de pessoal e continha apenas os membros originais, o guitarrista Mark Knopfler e o baixista John Illsley.  A formação foi completada pelos tecladistas Alan Clark e Guy Fletcher, o guitarrista Jack Sonni, o baterista Terry Williams e o saxofonista Chris White.

O set de Wembley de 1985 viu o Dire Straits se apegando amplamente ao material de "Brothers in Arms", incluindo as já mencionadas "Money For Nothing" e "Walk Of Life" junto com a faixa-título - e seu álbum de 1980, "Making Movies", incluindo clássicos do último  como “Romeo And Juliet" e “Tunnel of Love”.  A banda também incluiu “Sultans” e deu as boas-vindas ao guitarrista Nils Lofgren em “Solid Rock”.  O set termina com "Going Home: Theme of the Local Hero", de Knopfler, que apresenta o guitarrista Hank Marvin.

Para comemorar o aniversário de Mark Knopfler, assista-o se apresentar com o Dire Straits em Wembley em 1985 no player abaixo.



quarta-feira, 28 de julho de 2021

Chal lamenta a ganância política no Brasil em clipe com videografismo

Cantor e compositor goiano, com uma indicação ao Grammy Latino, faz apelo na forte canção folk rock "Sinto Muito".

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A reflexiva ‘Sinto Muito’, música na qual o cantor e compositor Chal escancara um Brasil atual carregado de ganâncias e problemas do passado e do presente, ganha movimentos e elucidações – ora subjetivas, ora fiéis à realidade – em um impactante videoclipe, com direção e animação de Thales Magno.

Assista aqui:

Sinto Muito’, a canção, foi lançada pelo selo Toca Discos no último mês de maio, como a primeira faixa bônus de outras remanescentes do disco ‘O Céu Sobre a Cabeça’, registro indicado ao Grammy Latino de 2019, que ganhará uma edição Delux.

O audiovisual ilustra a crítica de Chal diante de um país assombrado pelas escolhas individualistas do ser humano. No clipe, o cantor aparece dentro de um trem que anda para trás, cuja estética sugere o retrocesso do país, nas rédeas de políticos autoritários, corruptos e que a todo custo buscam normalizar a miséria, a fome e a desigualdade.

Para além das críticas racionais, ‘Sinto Muito’ é um brado cantado do fundo do coração de Chal. Sua performance intensa quer despertar a indignação e a empatia por meio de sua arte - a música.

A trama do clipe perpassa a dimensão espiritual da música, reforçada pelas imagens do clipe por meio da técnica de videografismo com animação 2D, que remete também à relação do cantor com a religiosidade e sua sensibilidade à força e trabalho do padre Júlio Lancellotti e do seu tio Dom Tomás Balduino, bispo emérito da Cidade de Goiás ligado a Pastoral da Terra e aos movimentos Campesinos.

O roteiro, assinado por Chal junto a Thales, é expressado no clipe com uso de elementos antigos para reforçar – graficamente – como os problemas da construção da nação ainda refletem num presente igualmente desastroso e perigoso.

Enquanto Chal viaja em um trem dando ré, tendo como pano de fundo a construção de Brasília, diversas imagens sugerem à cena, bastante sugestivos: a vacina, um ditador com cloroquina em mãos, gado, tocos de madeira pegando fogo, a dicotomia fome/petróleo, um punho cerrado de resistência, uma cidade construída cheia de figuras tenebrosas (políticos e suas ganâncias), morte na pandemia, censura contra liberdade de expressão, pedidos por mais amor etc.

Um importante elemento do clipe é a maçã que tanto acompanha Chal ao longo da viagem como surge em diversas situações externas aos trilhos. A maçã comida representa a entrega humana a essa ganância, enquanto a maçã apodrecida representa uma esperança para uma consciência menos egoísta, a deixa urgente à pergunta final de ‘Sinto Muito’: “Vai ficar assim? Diz pra mim”.


segunda-feira, 24 de maio de 2021

Bob Dylan: os 80 anos do mestre

Há 80 anos o mundo explodia em miríades de cores, ficando mais enigmático, e levando de chofre o mundo pop. Era a resposta da natureza à unilateralidade opaca dos Mestres da Guerra, uma procissão de múltiplos personagens à prova de opinião. 

'To be outside the law you must be honest'. 

O ladrão integro, o sisudo bobo-da-corte.

'There must be someway out of here'.

Em um irredímivel mundo hipócrita, Dylan encarna o fora-da-lei arquetípico, mas aos que o seguem fervorosamente em busca de revelação ele convida a cheirar a flor de plástico em sua lapela

O mundo que Dylan canta não é 'liberto pela arte', é a arte liberta que dita e desdita o mundo. Eros e civilização.

Trazendo a Lira de Apolo e reformando o culto Dionísico, o bardo concilia ciência e arte, derrubando os mais sedimentados cânones dos séculos, como a crítica de T S Eliot ao 'empobrecimento' da poesia pela música, tomando Alfred Nobel de assalto.

Dylan fez de si uma obra-prima inacabada, like a Rolling Stone. Tudo o que não faz parte de sua arte: origem, classe social e filiação, é absolutamente desprezível.

Tampouco lhe interessa a 'verdade' com que arrebatou uma legião de seguidores, que o chamaram Judas quando Dylan convocou uma banda para ‘escoltá-lo’ ao palco.

Assim é sua música: letra, melodia, impressões bem humoradas de um simples ser humano de inflexão anasalada em meio ao turbilhão dissonante da sociedade americana.

Tudo magistralmente encaixado em sua fórmula e em seguida descartado com a forma.

Pouquíssimos compreenderam tão bem a importância do mistério em detrimento da superexposição.

Em fins da década de sessenta, um acidente de moto em Woodstock e seu sumiço dos holofotes, a comunidade artística onde morava tornou-se local de peregrinação para os grandes como Hendrix e Clapton, e em 1969 abrigou um dos maiores símbolos da contracultura americana.

Nasce a lenda quando a arte é maior que a vida. Quanto a Dylan não se sabe, desde o início, qual imita o quê.

O sangue de uma vida assim sacrificada escorre direto para as faixas, "Blood on the Tracks". Mas a cada vez que desce ao inferno e experimenta seu corpo despedaçar, o mundo retorna mais consciente.

Viva Robert Allen Zimmerman, viva Bob Dylan!

Pelo confrade Renato van Azambergen.

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Chrissie Hynde lança “Standing in the Doorway”, disco de releituras de Bob Dylan

Álbum solo da lendária vocalista do Pretenders celebra os 80 anos do bardo

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Chrissie Hynde, vocalista da lendária banda The Pretenders, lança seu terceiro álbum solo. “Standing in the Doorway - Chrissie Hynde sings Bob Dylan” é um mergulho na obra de Bob Dylan com uma leitura sentimental e temática. O disco chega a todas as plataformas de streaming via BMG, bem a tempo de celebrar os 80 anos do compositor.

As músicas foram feitas à distância, durante a quarentena, por Chrisse e James Walbourne, guitarrista e produtor musical que é parceiro da artista no Pretenders. O processo se deu quase inteiramente por aplicativos de troca de mensagens. James gravava uma ideia inicial e enviava para Chrissie adicionar seu vocal. O trabalho de mixagem foi realizado por Tchad Blake (U2, Arctic Monkeys, Fiona Apple) e teve seu processo iniciado de modo fluído e natural.

Estávamos já há algumas semanas de lockdown no ano passado quando James me enviou ‘Murder Most Foul’, a nova faixa do Dylan. Ouvir essa música mudou tudo para mim, me tirou do clima pesado que eu estava. Lembro-me de onde estava no dia em que Kennedy foi baleado e peguei cada uma das referências que existem na música. É impressionante como em tudo que o Bob faz, ele consegue te fazer sorrir, te faz rir em algum momento. Eu sinto que ele é quase um comediante, com um humor ácido e sempre com algo a dizer. Na mesma hora liguei pro James e falei 'vamos fazer alguns covers de Dylan' e foi isso que começou tudo”, conta Chrissie.

Com 14 álbuns de estúdio lançados e diversos clássicos, Chrissie Hynde é parte do Rock’n’Roll Hall of Fame e uma inspiração para diversas gerações de artistas, de variados gêneros musicais e não só do punk e new wave, onde fez parte do movimento seminal. A artista - que dedica seu tempo a lutar em prol de causas ambientais e pelos direitos dos animais - tem uma carreira eclética que passou também pelo folk, pelo pop, pelo jazz e até pela música brasileira. 

Ao longo de dez faixas pinçadas cuidadosamente ao longo catálogo do bardo, o repertório do disco busca momentos nem tão conhecidos da obra de Dylan com a personalidade de Hynde. Entre faixas descobertas em sobras de estúdio e compilações até canções dos anos 80 e 90,  “Standing in the Doorway” chega acompanhado de um filme com apresentações de todas as músicas que será divulgado no dia 24/05, dia do octogésimo aniversário de Dylan. O álbum está disponível em todos serviços de música digital. 

Ouça “Standing in the Doorway - Chrissie Hynde sings Bob Dylan

Tracklist:

In the Summertime

You're a Big Girl Now

Standing in the Doorway

Sweetheart like You

Blind Willie McTell

Love Minus Zero / No Limit

Don't Fall Apart on Me

Tonight

Tomorrow Is a Long Time

Every Grain of Sand

terça-feira, 11 de maio de 2021

Chrissie Hynde anuncia “Standing in the Doorway”, disco solo com releituras de Bob Dylan

Álbum celebra os 80 anos do bardo

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Chrissie Hynde, vocalista da lendária banda The Pretenders, acaba de anunciar seu terceiro álbum solo. “Standing in the Doorway - Chrissie Hynde sings Bob Dylan” é um mergulho na obra de Bob Dylan com uma leitura sentimental e temática. Com nove faixas pinçadas cuidadosamente ao longo catálogo do bardo, o disco chega a todas as plataformas de streaming via BMG no dia 21/05, bem a tempo de celebrar os 80 anos do compositor.

As músicas foram feitas à distância, durante a quarentena, por Chrisse e James Walbourne, guitarrista e produtor musical que é parceiro da artista no Pretenders. O processo se deu quase inteiramente por aplicativos de troca de mensagens. James gravava uma ideia inicial e enviava para Chrissie adicionar seu vocal. O trabalho de mixagem foi realizado por Tchad Blake (U2, Arctic Monkeys, Fiona Apple) e teve seu processo iniciado de modo fluído e natural.

Estávamos já há algumas semanas de lockdown no ano passado quando James me enviou ‘Murder Most Foul’, a nova faixa do Dylan. Ouvir essa música mudou tudo para mim. Ouvir ela me tirou do clima pesado que eu estava. Lembro-me de onde estava no dia em que Kennedy foi baleado e peguei cada uma das referências que existem na música. É impressionante como em tudo que o Bob faz, ele consegue te fazer sorrir, te faz rir em algum momento. Eu sinto que ele é quase um comediante, com um humor ácido e sempre algo a dizer. Na mesma hora liguei pro James e falei 'vamos fazer alguns covers de Dylan' e foi isso que começou tudo”, conta Chrissie.

Com 14 álbuns de estúdio lançados e diversos clássicos, Chrissie Hynde é parte do Rock’n’Roll Hall of Fame e uma inspiração para diversas gerações de artistas, de diversos gêneros musicais e não só do punk e new wave, onde fez parte do movimento seminal. A artista - que dedica seu tempo a lutar em prol de causas ambientais e pelos direitos dos animais - tem uma carreira eclética que passou também pelo folk, pelo pop, pelo jazz e até pela música brasileira. 

Standing in the Doorway” virá acompanhado de um filme com apresentações de todas as faixas que será divulgado no dia 24/05, dia do octogésimo aniversário de Dylan. O álbum estará disponível em todos serviços de música digital no dia 21/05. 

Faça pré-save do álbum: https://chrissiehynde.lnk.to/StandingInTheDoorwayPR

Tracklist:

In the Summertime

You're a Big Girl Now

Standing in the Doorway

Sweetheart like You

Blind Willie McTell

Love Minus Zero / No Limit

Don't Fall Apart on Me

Tonight

Tomorrow Is a Long Time

Every Grain of Sand

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Stereotrilhos reflete sobre toxicidade masculina em novo single "Invencível"

Desconstruir para evoluir. Essa é a chave do novo single da Stereotrilhos: "Invencível". A música aborda a toxicidade masculina e ressalta a importância de superar estigmas para expor a sentimentalidade. 

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Escute "Invencível":

A melodia, por sua vez, tem ingredientes de rock, folk e música pop. Assim, a banda se inspirou em nomes como El Toro Fuerte, Vanguart, Pink Floyd e Cazuza durante as sessões de gravação.

O lançamento integra o catálogo do selo Elevarte Music e antecipa o álbum de estreia da Stereotrilhos, intitulado Uma forma de sonhar e previsto para o segundo semestre de 2021. A produção é assinada pelo próprio baixista da Stereotrilhos, Rodrigo Murasawa. 

O vocalista e tecladista, Juliano Arruda, frisa que Invencível retrata a fragilidade masculina. “A vive numa sociedade muito machista. Por isso, adotamos padrões de comportamento ultrapassados e preconceituosos. Essa letra é um convite à desconstrução e a libertação desses moldes de gerações ultrapassadas”.

Rodrigo, por sua vez, aponta para a sentimentalidade da faixa. “É uma música bem introspectiva, onde o eu-lírico fala sobre as suas inseguranças e expõe o medo de se abrir para outras pessoas. Quem é paulistano, sabe muito bem do que estamos falando. É aquela coisa de  termos poucos amigos e muitos colegas. E isso reflete num buraco enorme na gente”.

Além de Rodrigo e Juliano, a Stereotrilhos ainda é formada pelo baterista Gabriel Freitas e pelos guitarristas Lucas Almeida e Raul Faria. Anteriormente neste ano, o quinteto lançou os singles "Janelas" e "A Última Música".

sexta-feira, 23 de abril de 2021

Vocalista do Sirenia entoa "Bridge over troubled water", canção de Simon and Garfunkel; assista

Emmanuelle Zoldan, frontwoman do Sirenia entoara o mega sucesso do duo Simon and Garfunkel "Bridge over troubled water"

Sirenia lança lyric video de "This Curse Of Mine", canção de seu novo álbum; assista.

Sirenia: entrevista exclusiva com a vocalista Emmanuelle Zoldan / exclusive interview with vocalist Emmanuelle Zoldan.

"Caríssimos...

Para comemorar o fim de semana que está chegando, divido com vocês o último cover que gravei. "Bridge over Troubled Water" de Simon e Garfunkel é uma música que significa muito para mim, e que me lembra memórias muito boas do passado, como uma jovem cantora. (e especialmente esse arranjo que ouvi de Noa e Maurane em um programa de TV francês, algo como ... 20 anos atrás).

Apenas violão e voz.

Dedicada a todos os meus amigos, este cover como uma “canção de abraço”, só para te dizer “Estou aqui e te amo”. Espero que gostem" - declarara a cantora sobre o vídeo.

Assista no player abaixo: