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sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Leah lança "Sleeping Giant" (folk version); ouça

A cantora, compositora e multi-instrumentista canadense Leah McHenry, notória por seu metal folk-sinfônico, lança hoje sua nova versão para a sua canção, originalmente lançada em fevereiro último, numa pegada mais pesada e com a participação de Mark Jansen, do Epica.

Leah lança o seu novo single "Sleeping Giant". com Mark Jansen do Epica; ouça.

Em nota, a cantora discorreu sobre este lançamento:

"Estou muito animada para lançar uma NOVA versão de "Sleeping Giant" nesta sexta-feira, 5 de agosto!

É uma versão folk, que acho que você vai adorar. Tem alguns instrumentos étnicos adoráveis e traz uma vibe totalmente nova para o seu verão (europeu). Espero que você adicione à sua playlist de verão!

Se você gostou da "Sleeping Giant" original, mas os vocais ásperos não são pra você, você vai adorar esta versão, pois é apenas a minha voz nela.

Mal posso esperar para saber o que você achou!"

Ouça "Sleeping Giant" (folk version) no player abaixo, via Spotify, ou clique AQUI para demais plataformas:

sexta-feira, 22 de julho de 2022

A rara música do Led Zeppelin que não integra nenhum álbum de estúdio

O Led Zeppelin não era propositalmente uma banda de singles. Durante a maior parte de sua carreira, os ícones do hard rock não lançaram um single em sua terra natal, o Reino Unido. Como seu público americano era exponencialmente maior, os singles eram males necessários, mas o Led Zeppelin se considerava um grupo focado em álbuns ao longo de sua carreira. Nunca houve um momento em que você não pudesse encontrar uma música em um single que já não estivesse em um álbum de estúdio.

Com uma exceção notável. Ao longo de toda a sua carreira, apenas um single lançado pelo Zeppelin apresentou um lado B que nunca chegou a um álbum de estúdio. Isso foi em 1970, quando o grupo lançou ‘Immigrant Song’ como single. A faixa acabou sendo a inicial do que se tornaria o "Led Zeppelin III", e seu lado B era representativo da direção mais acústica que o Zeppelin tomaria no resto deste disco. Curiosamente, a música em si não seria incluída.

Hey, Hey, What Can I Do’ é um passeio quase totalmente não elétrico para o Led Zeppelin. Apresentando Jimny Page nos violões e John Paul Jones no bandolim, o único instrumento plugado na mixagem é o baixo de Jones. John Bonham bate seus ritmos de assinatura enquanto Robert Plant corajosamente canta suas letras influenciadas pelo blues sobre seu parceiro que fica bêbado o tempo todo e não consegue permanecer fiel.

Misturando os clássicos do passado do Zeppelin com a direção mais folk de seu futuro, ‘Hey, Hey, What Can I Do’ seria o complemento perfeito para o "Led Zeppelin III". Mas por alguma razão, a faixa foi deixada de fora do corte final do álbum, fazendo sua aparição no single 'Immigrant Song' sua única aparição no catálogo do Zeppelin por vários anos. Se você estava no Reino Unido e não conseguiu colocar as mãos em uma cópia importada, há uma boa chance de você não ter ideia de que '‘Hey, Hey, What Can I Do’ é um passeio quase totalmente não elétrico para o Led Zeppelin. Apresentando Jimny Page nos violões e John Paul Jones no bandolim, o único instrumento plugado na mixagem é o baixo de Jones. John Bonham bate seus ritmos de assinatura enquanto Robert Plant corajosamente canta suas letras influenciadas pelo blues sobre seu parceiro que fica bêbado o tempo todo e não consegue permanecer fiel.

Misturando os clássicos do passado do Zeppelin com a direção mais folk de seu futuro, ‘Hey, Hey, What Can I Do’ seria o complemento perfeito para o Led Zeppelin III. Mas por alguma razão, a faixa foi deixada de fora do álbum final, fazendo sua aparição no single 'Immigrant Song' sua única aparição no catálogo do Zeppelin por vários anos. Se você estava no Reino Unido e não conseguiu colocar as mãos em uma cópia importada, há uma boa chance de você não ter ideia de que 'Hey, Hey, What Can I Do' existia.

A faixa nunca foi tocada ao vivo pelo Zeppelin durante sua carreira contemporânea, e seu status como um corte profundo foi bom o suficiente para conseguir 'Hey, Hey, What Can I Do' um lugar na coletânea de 1982 Coda. A essa altura, a música tinha mais de uma década antes de fazer sua primeira aparição em um álbum completo. A inclusão da faixa em conjuntos de caixas e compilações subsequentes a tornou mais conhecida pelos fiéis do Zeppelin, mas por vários anos, você poderia estar em um nível de elite do fandom se conhecesse as batidas folk de 'Hey, Hey , ‘Hey, Hey, What Can I Do’ é um passeio quase totalmente não elétrico para o Led Zeppelin. Apresentando Jimny Page nos violões e John Paul Jones no bandolim, o único instrumento plugado na mixagem é o baixo de Jones. John Bonham bate seus ritmos de assinatura enquanto Robert Plant corajosamente canta suas letras influenciadas pelo blues sobre seu parceiro que fica bêbado o tempo todo e não consegue permanecer fiel.

Misturando os clássicos do passado do Zeppelin com a direção mais folk de seu futuro, ‘Hey, Hey, What Can I Do’ seria o complemento perfeito para o Led Zeppelin III. Mas por alguma razão, a faixa foi deixada de fora do álbum final, fazendo sua aparição no single 'Immigrant Song' sua única aparição no catálogo do Zeppelin por vários anos. Se você estava no Reino Unido e não conseguiu colocar as mãos em uma cópia importada, há uma boa chance de você não ter ideia de que 'Hey, Hey, What Can I Do' existia.

A faixa nunca foi tocada ao vivo pelo Zeppelin durante sua carreira contemporânea, e seu status como um corte profundo foi bom o suficiente para conseguir 'Hey, Hey, What Can I Do' um lugar na coletânea de 1982 Coda. A essa altura, a música tinha mais de uma década antes de fazer sua primeira aparição em um álbum completo. A inclusão da faixa em conjuntos de caixas e compilações subsequentes a tornou mais conhecida pelos fiéis do Zeppelin, mas por vários anos, você poderia estar em um nível de elite do fandom se conhecesse as batidas folk de 'Hey, Hey, What Can I Do'.

Via FAR OUT.

Confira a gravação de estúdio de 'Hey, Hey, What Can I Do' no player abaixo.

sexta-feira, 1 de julho de 2022

Como Bob Dylan influenciou os Beatles, Rolling Stones e The Who

A influência de Bob Dylan na forma da música britânica tem sido examinada em grande detalhe por historiadores da música por décadas. Tudor Jones, um historiador acadêmico com forte formação em história política e pesquisa honorária, reuniu um de seus estudos mais recentes em um livro intitulado Bob Dylan And The British Sixties, detalhando o impacto significativo de Dylan em alguns dos ícones mais aclamados da Grã-Bretanha. Em seu estudo, Jones detalha como Dylan influenciou significativamente a dupla dos Beatles John Lennon e George Harrison, bem como o vocalista dos Rolling Stones, Mick Jagger. A influência de longo alcance de Dylan também teve um efeito proeminente em Pete Townshend, do The Who.

A influência de Dylan na composição de músicas na cultura popular britânica moderna durante a década de 1960 foi profunda e de longo alcance”, diz Jones, que tem vasta experiência em pesquisas na Coventry University.

Jones continua: “O efeito de sua influência foi sentido em três níveis principais: primeiro, na ampliação do leque de assuntos e temas que poderiam ser abordados nas letras da música popular; segundo, ao transmitir a noção de que as letras poderiam ter algo reflexivo e significativo a dizer sobre a sociedade contemporânea, as relações humanas ou mesmo as realidades existenciais da condição humana; e terceiro, na promoção de um modo de tratamento mais pessoal e emocionalmente direto”.

Jones também detalha como os Beatles, antes de serem influenciados por Dylan, escreveram predominantemente músicas sobre o tema “romance menino-garota”, mas mudaram depois de ouvir Dylan: “Na Grã-Bretanha, a influência das composições de Dylan foi particularmente evidente durante a década de 1960 no caso dos Beatles, e especialmente John Lennon e George Harrison”, acrescenta Jones.

Embora admitindo que as músicas escritas como “reflexões adicionais sobre aspectos da sociedade britânica contemporânea” ainda são predominantes na música de todas as bandas mencionadas, Jones acrescenta: referência a Ray Davies do The Kinks e acrescentou: “Quem provavelmente foi menos influenciado por Bob Dylan”.

O vocalista do The Who, Townshend, está de acordo com a análise de Jones, dizendo à Rolling Stone em 2012: “Dylan definitivamente criou um novo estilo de escrita. Dylan foi quem eu acho que transmitiu a mensagem aos Beatles, que você poderia escrever músicas sobre outros assuntos além de se apaixonar.”Foi algo que John Lennon, talvez acima de tudo, percebeu imediatamente. Ele rapidamente abandonou os tropos do rock de antigamente e concentrou suas expressões em músicas pop personalizadas”.

Quando comecei a trabalhar em ‘My Generation’, comecei a trabalhar em um híbrido de Mose Allison/Bob Dylan de uma música folk falante, sabe. 'As pessoas tentam nos colocar para baixo'", conta Townshend antes de acrescentar: "Isso é um pouco Mose e um pouco Dylan. Você pode pegar qualquer música dele e encontrar algo que seja pertinente aos dias de hoje.

Embora um olhar reflexivo sobre a influência de Dylan possa muitas vezes parecer óbvio, seu impacto significativo também foi sentido durante o auge da fama para todos os artistas mencionados. Durante a breve carreira de John Lennon, ele era um camaleão confesso na composição. Lennon, ao lado de seu parceiro Paul McCartney, escreveu algumas das músicas mais amadas dos Beatles. No entanto, uma seleção delas foi retirada do estilo de outro cantor, um certo Bob Dylan.

Em 1965, perguntaram a Lennon quais músicas dos Beatles ele mais gostava. Sua resposta revelou uma encruzilhada para sua carreira. “Uma que eu faço e que gosto é: ‘You’ve Got To Hide Your Love Away’, mas não é comercial.” Essa frase disse tudo. Os Beatles estavam dominando as paradas, mas com músicas que eram puro pop e sem muita gravidade. Foi algo que Lennon mudaria durante a carreira do Fab Four e uma música que viu o início desse movimento foi a "Help!" de 1965! cortar 'You’ve Got To Hide Your Love Away'.

A música atuou como uma ponte para longe da forragem pop que Lennon-McCartney se tornou tão hábil em escrever e, em vez disso, em direção a um som mais reflexivo e expressivo. Em 1971, Lennon descreveu sucintamente a faixa: "É uma daquelas que você meio que canta um pouco triste para si mesmo, 'Aqui estou / cabeça na mão'. Comecei a pensar sobre minhas próprias emoções".

Foi um momento decisivo para Lennon e a banda, embora não esteja claro quando a decisão foi tomada. Lennon continua: “Eu não sei exatamente quando começou, como ‘I’m A Loser’ ou ‘Hide Your Love Away’, ou esse tipo de coisa. Em vez de me projetar em uma situação, eu apenas tentaria expressar o que eu sentia sobre mim mesmo que eu já o tivesse feito em meus livros.

No entanto, houve um homem que a banda conheceu no ano anterior que pode ter ajudado na decisão de abordar as músicas de maneira diferente. “Acho que foi Dylan que me ajudou a perceber isso”, continuou o Beatle de óculos. “Eu tinha uma atitude de compositor profissional ao escrever músicas pop, mas para me expressar eu escrevia ‘Spaniard In The Works’ ou ‘In His Own Write’ – as histórias pessoais que expressavam minhas emoções pessoais.

Embora a faixa certamente tenha seu próprio mérito, é difícil não ouvir a influência de Bob Dylan. O grupo conheceu o artista em 64 e na época de "Help!" e certamente estavam trabalhando para uma nova estrutura. Como Lennon descreve a música em sua entrevista para a Playboy de 1980: “Esse sou eu no meu período Dylan novamente. Eu sou como um camaleão… influenciado por tudo o que está acontecendo. Se Elvis pode fazê-lo, eu posso fazê-lo. Se os Everly Brothers podem fazer isso, eu e Paul podemos. O mesmo com Dylan.

Em 1984, McCartney ficou feliz em confirmar isso também, dando um passo adiante para sugerir que Lennon estava tentando imitar Bob. “Aquele era John fazendo um Dylan… fortemente influenciado por Bob. Se você ouvir, ele está cantando como Bob.

Via FAR OUT.

sábado, 2 de abril de 2022

"Sweet Dreams (are made of this)": ouça versão dark folk

Cantora Aline Happ lança releitura inspirada na música gótica e celta.

Você ouve a introdução desta canção e já sabe que é “Sweet Dreams (are made of this)”, do Eurythmics. A canção icônica - que virou até mesmo tema de meme - ganha uma versão dark folk da cantora Aline Happ, conhecida por seu trabalho como vocalista da banda Lyria, de metal sinfônico. A releitura está disponível no canal da artista, que já acumula mais de 1 milhão de visualizações.

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Assista “Sweet Dreams (are made of this)”:

A canção foi lançada originalmente em 1983 pelo grupo britânico Eurythmics e faz parte do álbum homônimo. Um dos maiores hits do grupo, a canção chegou a ganhar versões de artistas como Marilyn Manson, Yo La Tengo, Mika, entre outros. E foi sampleada por De La Soul, Britney Spears, 50 Cent, Royal Gigolos, entre outros. No Brasil, a canção virou tema de meme após ganhar uma versão funk que acompanhava cenas de pessoas caindo.

Além de ser vocalista, a artista também produz as músicas, grava e edita os vídeos. Os conteúdos publicados no canal de Aline Happ contam com o apoio de fãs no Patreon e no Padrim. Líder, vocalista e compositora do Lyria, Aline Happ é hoje uma das vozes mais famosas do Metal brasileiro. Em seu projeto solo, a artista promove releituras Gothic/Folk/Celtic de canções do Rock e do Metal mundial que estão disponíveis em seu canal no YouTube. Graças ao apoio dos fãs, a cantora arrecadou mais de 200% da meta do financiamento coletivo para o seu disco solo de estreia, que será lançado neste ano.

Além do trabalho solo, Aline é fundadora, vocalista e uma das principais compositoras do Lyria. Conhecidos mundialmente, a banda de Metal Alternativo Sinfônico foi fundada em 2012. De lá pra cá, o grupo lançou dois discos com apoio de crowdfunding, "Catharsis" (2014) e "Immersion" (2018) e tocou em diversas cidades   além de transmitir shows online com venda de ingressos para o mundo todo.

Adquira o álbum em pré-venda: https://www.lyriaband.com/alinehappbr

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Mark Knopfler: celebre seu aniversário com vídeo do Dire Straits em Wembley

Mark Knopfler comemora seu 72º aniversário hoje. O aclamado guitarrista, cantor e compositor, produtor e compositor nasceu em 12 de agosto de 1949 em Glasgow, Escócia, mas cresceu em Blyth, perto de Newcastle, na Inglaterra.  As primeiras influências de Mark incluíram seu tio junto com o guitarrista do Shadows, Hank Marvin.  Knopfler ansiava por uma Fender Stratocaster vermelha como seu herói Marvin, mas se contentou com uma Hofner mais barata.  Ele logo pegaria o violão e também se apresentaria com seu herói.

Depois de se formar na Universidade de Leeds e trabalhar como professor universitário por três anos, Mark fundou a lendária banda de rock Dire Straits em Londres em 1977 com seu irmão guitarrista David Knopfler, o baixista John Illsley e o baterista Pick Withers.  Embora seu single de estreia, "Sultans Of Swing", tenha obtido sucesso, os quatro membros da banda trabalharam durante o dia e aprimoraram seus talentos em clubes de Londres à noite, juntamente com Withers sendo músico de estúdio de Gerry Rafferty e outros ao longo dos anos 70. Em 77, a banda surgira de uma demo que incluía "Sultans Of Swing" e, embora tenham sido rejeitadas algumas vezes, a música acabou chamando a atenção de um DJ da BBC chamado Charlie Gillet, que começou a tocar o disco em sua BBC Radio London  programa Honky Tonk.

A tração de "Sultans", que começou a subir nas paradas, levou a banda a assinar com a divisão Vertigo da Phonogram Inc. e a contar sua estreia homônima em 1978 com o produtor Muff Winwood (irmão de Steve Winwood).  A banda começou a turnê, abrindo para Talking Heads, e um relançamento de "Sultans of Swing" começou a escalar as paradas no Reino Unido chegando ao número 8. Isso levou a banda a assinar um contrato com a Warner Bros.  turnê pela América do Norte que colocou "Sultans" no Top 5 nos EUA. Bob Dylan pegou a banda em Los Angeles e convidou Knopfler e Withers para gravar com ele. Dire Straits havia atingido o grande momento.

A estrela da banda continuaria a crescer com os álbuns subsequentes e eles alcançaram um sucesso astronômico com seu álbum de maio de 1985, "Brothers In Arms", que incluía o sucesso da MTV "Money For Nothing", bem como outras canções de assinatura como "So Far Away", "Walk Of  Life ”e muito mais.  Em 10 de julho de 1985, no auge de sua fama, os Dire Straits se apresentaram na lendária Wembley Arena em Londres.

A banda viu algumas mudanças de pessoal e continha apenas os membros originais, o guitarrista Mark Knopfler e o baixista John Illsley.  A formação foi completada pelos tecladistas Alan Clark e Guy Fletcher, o guitarrista Jack Sonni, o baterista Terry Williams e o saxofonista Chris White.

O set de Wembley de 1985 viu o Dire Straits se apegando amplamente ao material de "Brothers in Arms", incluindo as já mencionadas "Money For Nothing" e "Walk Of Life" junto com a faixa-título - e seu álbum de 1980, "Making Movies", incluindo clássicos do último  como “Romeo And Juliet" e “Tunnel of Love”.  A banda também incluiu “Sultans” e deu as boas-vindas ao guitarrista Nils Lofgren em “Solid Rock”.  O set termina com "Going Home: Theme of the Local Hero", de Knopfler, que apresenta o guitarrista Hank Marvin.

Para comemorar o aniversário de Mark Knopfler, assista-o se apresentar com o Dire Straits em Wembley em 1985 no player abaixo.



quarta-feira, 28 de julho de 2021

Chal lamenta a ganância política no Brasil em clipe com videografismo

Cantor e compositor goiano, com uma indicação ao Grammy Latino, faz apelo na forte canção folk rock "Sinto Muito".

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A reflexiva ‘Sinto Muito’, música na qual o cantor e compositor Chal escancara um Brasil atual carregado de ganâncias e problemas do passado e do presente, ganha movimentos e elucidações – ora subjetivas, ora fiéis à realidade – em um impactante videoclipe, com direção e animação de Thales Magno.

Assista aqui:

Sinto Muito’, a canção, foi lançada pelo selo Toca Discos no último mês de maio, como a primeira faixa bônus de outras remanescentes do disco ‘O Céu Sobre a Cabeça’, registro indicado ao Grammy Latino de 2019, que ganhará uma edição Delux.

O audiovisual ilustra a crítica de Chal diante de um país assombrado pelas escolhas individualistas do ser humano. No clipe, o cantor aparece dentro de um trem que anda para trás, cuja estética sugere o retrocesso do país, nas rédeas de políticos autoritários, corruptos e que a todo custo buscam normalizar a miséria, a fome e a desigualdade.

Para além das críticas racionais, ‘Sinto Muito’ é um brado cantado do fundo do coração de Chal. Sua performance intensa quer despertar a indignação e a empatia por meio de sua arte - a música.

A trama do clipe perpassa a dimensão espiritual da música, reforçada pelas imagens do clipe por meio da técnica de videografismo com animação 2D, que remete também à relação do cantor com a religiosidade e sua sensibilidade à força e trabalho do padre Júlio Lancellotti e do seu tio Dom Tomás Balduino, bispo emérito da Cidade de Goiás ligado a Pastoral da Terra e aos movimentos Campesinos.

O roteiro, assinado por Chal junto a Thales, é expressado no clipe com uso de elementos antigos para reforçar – graficamente – como os problemas da construção da nação ainda refletem num presente igualmente desastroso e perigoso.

Enquanto Chal viaja em um trem dando ré, tendo como pano de fundo a construção de Brasília, diversas imagens sugerem à cena, bastante sugestivos: a vacina, um ditador com cloroquina em mãos, gado, tocos de madeira pegando fogo, a dicotomia fome/petróleo, um punho cerrado de resistência, uma cidade construída cheia de figuras tenebrosas (políticos e suas ganâncias), morte na pandemia, censura contra liberdade de expressão, pedidos por mais amor etc.

Um importante elemento do clipe é a maçã que tanto acompanha Chal ao longo da viagem como surge em diversas situações externas aos trilhos. A maçã comida representa a entrega humana a essa ganância, enquanto a maçã apodrecida representa uma esperança para uma consciência menos egoísta, a deixa urgente à pergunta final de ‘Sinto Muito’: “Vai ficar assim? Diz pra mim”.


segunda-feira, 24 de maio de 2021

Bob Dylan: as 8 décadas do mestre

Há 80 anos o mundo explodia em miríades de cores, ficando mais enigmático, e levando de chofre o mundo pop. Era a resposta da natureza à unilateralidade opaca dos Mestres da Guerra, uma procissão de múltiplos personagens à prova de opinião. 

'To be outside the law you must be honest'. 

O ladrão integro, o sisudo bobo-da-corte.

'There must be someway out of here'.

Em um irredímivel mundo hipócrita, Dylan encarna o fora-da-lei arquetípico, mas aos que o seguem fervorosamente em busca de revelação ele convida a cheirar a flor de plástico em sua lapela

O mundo que Dylan canta não é 'liberto pela arte', é a arte liberta que dita e desdita o mundo. Eros e civilização.

Trazendo a Lira de Apolo e reformando o culto Dionísico, o bardo concilia ciência e arte, derrubando os mais sedimentados cânones dos séculos, como a crítica de T S Eliot ao 'empobrecimento' da poesia pela música, tomando Alfred Nobel de assalto.

Dylan fez de si uma obra-prima inacabada, like a Rolling Stone. Tudo o que não faz parte de sua arte: origem, classe social e filiação, é absolutamente desprezível.

Tampouco lhe interessa a 'verdade' com que arrebatou uma legião de seguidores, que o chamaram Judas quando Dylan convocou uma banda para ‘escoltá-lo’ ao palco.

Assim é sua música: letra, melodia, impressões bem humoradas de um simples ser humano de inflexão anasalada em meio ao turbilhão dissonante da sociedade americana.

Tudo magistralmente encaixado em sua fórmula e em seguida descartado com a forma.

Pouquíssimos compreenderam tão bem a importância do mistério em detrimento da superexposição.

Em fins da década de sessenta, um acidente de moto em Woodstock e seu sumiço dos holofotes, a comunidade artística onde morava tornou-se local de peregrinação para os grandes como Hendrix e Clapton, e em 1969 abrigou um dos maiores símbolos da contracultura americana.

Nasce a lenda quando a arte é maior que a vida. Quanto a Dylan não se sabe, desde o início, qual imita o quê.

O sangue de uma vida assim sacrificada escorre direto para as faixas, "Blood on the Tracks". Mas a cada vez que desce ao inferno e experimenta seu corpo despedaçar, o mundo retorna mais consciente.

Viva Robert Allen Zimmerman, viva Bob Dylan!

Pelo confrade Renato van Azambergen.

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Chrissie Hynde lança “Standing in the Doorway”, disco de releituras de Bob Dylan

Álbum solo da lendária vocalista do Pretenders celebra os 80 anos do bardo

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Chrissie Hynde, vocalista da lendária banda The Pretenders, lança seu terceiro álbum solo. “Standing in the Doorway - Chrissie Hynde sings Bob Dylan” é um mergulho na obra de Bob Dylan com uma leitura sentimental e temática. O disco chega a todas as plataformas de streaming via BMG, bem a tempo de celebrar os 80 anos do compositor.

As músicas foram feitas à distância, durante a quarentena, por Chrisse e James Walbourne, guitarrista e produtor musical que é parceiro da artista no Pretenders. O processo se deu quase inteiramente por aplicativos de troca de mensagens. James gravava uma ideia inicial e enviava para Chrissie adicionar seu vocal. O trabalho de mixagem foi realizado por Tchad Blake (U2, Arctic Monkeys, Fiona Apple) e teve seu processo iniciado de modo fluído e natural.

Estávamos já há algumas semanas de lockdown no ano passado quando James me enviou ‘Murder Most Foul’, a nova faixa do Dylan. Ouvir essa música mudou tudo para mim, me tirou do clima pesado que eu estava. Lembro-me de onde estava no dia em que Kennedy foi baleado e peguei cada uma das referências que existem na música. É impressionante como em tudo que o Bob faz, ele consegue te fazer sorrir, te faz rir em algum momento. Eu sinto que ele é quase um comediante, com um humor ácido e sempre com algo a dizer. Na mesma hora liguei pro James e falei 'vamos fazer alguns covers de Dylan' e foi isso que começou tudo”, conta Chrissie.

Com 14 álbuns de estúdio lançados e diversos clássicos, Chrissie Hynde é parte do Rock’n’Roll Hall of Fame e uma inspiração para diversas gerações de artistas, de variados gêneros musicais e não só do punk e new wave, onde fez parte do movimento seminal. A artista - que dedica seu tempo a lutar em prol de causas ambientais e pelos direitos dos animais - tem uma carreira eclética que passou também pelo folk, pelo pop, pelo jazz e até pela música brasileira. 

Ao longo de dez faixas pinçadas cuidadosamente ao longo catálogo do bardo, o repertório do disco busca momentos nem tão conhecidos da obra de Dylan com a personalidade de Hynde. Entre faixas descobertas em sobras de estúdio e compilações até canções dos anos 80 e 90,  “Standing in the Doorway” chega acompanhado de um filme com apresentações de todas as músicas que será divulgado no dia 24/05, dia do octogésimo aniversário de Dylan. O álbum está disponível em todos serviços de música digital. 

Ouça “Standing in the Doorway - Chrissie Hynde sings Bob Dylan

Tracklist:

In the Summertime

You're a Big Girl Now

Standing in the Doorway

Sweetheart like You

Blind Willie McTell

Love Minus Zero / No Limit

Don't Fall Apart on Me

Tonight

Tomorrow Is a Long Time

Every Grain of Sand

terça-feira, 11 de maio de 2021

Chrissie Hynde anuncia “Standing in the Doorway”, disco solo com releituras de Bob Dylan

Álbum celebra os 80 anos do bardo

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Chrissie Hynde, vocalista da lendária banda The Pretenders, acaba de anunciar seu terceiro álbum solo. “Standing in the Doorway - Chrissie Hynde sings Bob Dylan” é um mergulho na obra de Bob Dylan com uma leitura sentimental e temática. Com nove faixas pinçadas cuidadosamente ao longo catálogo do bardo, o disco chega a todas as plataformas de streaming via BMG no dia 21/05, bem a tempo de celebrar os 80 anos do compositor.

As músicas foram feitas à distância, durante a quarentena, por Chrisse e James Walbourne, guitarrista e produtor musical que é parceiro da artista no Pretenders. O processo se deu quase inteiramente por aplicativos de troca de mensagens. James gravava uma ideia inicial e enviava para Chrissie adicionar seu vocal. O trabalho de mixagem foi realizado por Tchad Blake (U2, Arctic Monkeys, Fiona Apple) e teve seu processo iniciado de modo fluído e natural.

Estávamos já há algumas semanas de lockdown no ano passado quando James me enviou ‘Murder Most Foul’, a nova faixa do Dylan. Ouvir essa música mudou tudo para mim. Ouvir ela me tirou do clima pesado que eu estava. Lembro-me de onde estava no dia em que Kennedy foi baleado e peguei cada uma das referências que existem na música. É impressionante como em tudo que o Bob faz, ele consegue te fazer sorrir, te faz rir em algum momento. Eu sinto que ele é quase um comediante, com um humor ácido e sempre algo a dizer. Na mesma hora liguei pro James e falei 'vamos fazer alguns covers de Dylan' e foi isso que começou tudo”, conta Chrissie.

Com 14 álbuns de estúdio lançados e diversos clássicos, Chrissie Hynde é parte do Rock’n’Roll Hall of Fame e uma inspiração para diversas gerações de artistas, de diversos gêneros musicais e não só do punk e new wave, onde fez parte do movimento seminal. A artista - que dedica seu tempo a lutar em prol de causas ambientais e pelos direitos dos animais - tem uma carreira eclética que passou também pelo folk, pelo pop, pelo jazz e até pela música brasileira. 

Standing in the Doorway” virá acompanhado de um filme com apresentações de todas as faixas que será divulgado no dia 24/05, dia do octogésimo aniversário de Dylan. O álbum estará disponível em todos serviços de música digital no dia 21/05. 

Faça pré-save do álbum: https://chrissiehynde.lnk.to/StandingInTheDoorwayPR

Tracklist:

In the Summertime

You're a Big Girl Now

Standing in the Doorway

Sweetheart like You

Blind Willie McTell

Love Minus Zero / No Limit

Don't Fall Apart on Me

Tonight

Tomorrow Is a Long Time

Every Grain of Sand

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Stereotrilhos reflete sobre toxicidade masculina em novo single "Invencível"

Desconstruir para evoluir. Essa é a chave do novo single da Stereotrilhos: "Invencível". A música aborda a toxicidade masculina e ressalta a importância de superar estigmas para expor a sentimentalidade. 

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Escute "Invencível":

A melodia, por sua vez, tem ingredientes de rock, folk e música pop. Assim, a banda se inspirou em nomes como El Toro Fuerte, Vanguart, Pink Floyd e Cazuza durante as sessões de gravação.

O lançamento integra o catálogo do selo Elevarte Music e antecipa o álbum de estreia da Stereotrilhos, intitulado Uma forma de sonhar e previsto para o segundo semestre de 2021. A produção é assinada pelo próprio baixista da Stereotrilhos, Rodrigo Murasawa. 

O vocalista e tecladista, Juliano Arruda, frisa que Invencível retrata a fragilidade masculina. “A vive numa sociedade muito machista. Por isso, adotamos padrões de comportamento ultrapassados e preconceituosos. Essa letra é um convite à desconstrução e a libertação desses moldes de gerações ultrapassadas”.

Rodrigo, por sua vez, aponta para a sentimentalidade da faixa. “É uma música bem introspectiva, onde o eu-lírico fala sobre as suas inseguranças e expõe o medo de se abrir para outras pessoas. Quem é paulistano, sabe muito bem do que estamos falando. É aquela coisa de  termos poucos amigos e muitos colegas. E isso reflete num buraco enorme na gente”.

Além de Rodrigo e Juliano, a Stereotrilhos ainda é formada pelo baterista Gabriel Freitas e pelos guitarristas Lucas Almeida e Raul Faria. Anteriormente neste ano, o quinteto lançou os singles "Janelas" e "A Última Música".

sexta-feira, 23 de abril de 2021

Vocalista do Sirenia entoa "Bridge over troubled water", canção de Simon and Garfunkel; assista

Emmanuelle Zoldan, frontwoman do Sirenia entoara o mega sucesso do duo Simon and Garfunkel "Bridge over troubled water"

Sirenia lança lyric video de "This Curse Of Mine", canção de seu novo álbum; assista.

Sirenia: entrevista exclusiva com a vocalista Emmanuelle Zoldan / exclusive interview with vocalist Emmanuelle Zoldan.

"Caríssimos...

Para comemorar o fim de semana que está chegando, divido com vocês o último cover que gravei. "Bridge over Troubled Water" de Simon e Garfunkel é uma música que significa muito para mim, e que me lembra memórias muito boas do passado, como uma jovem cantora. (e especialmente esse arranjo que ouvi de Noa e Maurane em um programa de TV francês, algo como ... 20 anos atrás).

Apenas violão e voz.

Dedicada a todos os meus amigos, este cover como uma “canção de abraço”, só para te dizer “Estou aqui e te amo”. Espero que gostem" - declarara a cantora sobre o vídeo.

Assista no player abaixo:

quinta-feira, 29 de junho de 2017

"Like a Hurricane": Neil Young compôs uma das mais belas canções do século XX


Em 2008 ouvindo os canais de áudio da SKY conheci "Like A Hurricane", canção magistral de Neil Young que integra o álbum "American Stars 'n Bars" (1977).

O cativar foi tamanho, que no mesmo dia fui atrás da música na internet e sua informações, passando a ouvi-la repetidas vezes e esta certamente passou a ser uma das melhores canções que já ouvi na minha vida, sendo os solos de Young tão enebriantes e tecnicamente perfeitos, que poderiam se alongar por horas que não enjoaria.

Pois bem. Achei no Whiplash um texto inspiradíssimo e específico sobre essa obra de arte musical publicado originalmente em 2011 no blog rockrevista , escrito por Max P. e que reproduzo integralmente nas linhas abaixo:

Neil Young: "Like a Hurricane", uma canção imortal

Hesitei durante algum tempo em escrever sobre NEIL YOUNG, o pai do grunge e um dos pilares do folk rock. Talvez por admirá-lo demais e temeroso de não conseguir fazer um post à altura do que ele representa para mim e para o rock. Mas, enfim...

YOUNG é um dos caras que embasaram meu gosto musical e provavelmente a melhor herança que meu professor de rock deixou entre tantas outras preciosidades. Nas trocas de idéias sobre música NEIL sempre surgia como o caminho correto, a essência roqueira simples e honesta.
Se NEIL YOUNG ilustra bem as facetas melódicas e pesadas do rock’n roll, sua magnífica “Like a Hurricane” dá contornos definitivos à essência do próprio artista: letra inteligente, dualidade entre a sonoridade suave da música e as distorções carregadas de guitarra, o coração na ponta da palheta.

Like a Hurricane” é uma canção de quase 35 anos de idade, mas que não desbotou ao longo do tempo. Seus traços são de imortalidade. Em nenhuma audição ela perdeu a carga elétrica fantástica que senti na primeira vez que a ouvi, há mais de 15 anos.

A canção foi composta em julho de 1975, apesar de vir a ser gravada e lançada somente no álbum “American Stars’n Bars”, de 1977. A música é incrível, densa, combinando perfeitamente intensidade e melancolia. Tendo a Crazy Horse como suporte, NEIL YOUNG conseguiu uma excitação roqueira que não tinha com Corsby, Stills e Nash, sua talentosa banda anterior, de traços mais folk.

A letra foi escrita no período em que NEIL convalescia de uma cirurgia nas cordas vocais, e o cenário veio de uma noite de exageros com seu amigo Taylor Phelps nos bares de San Matheo.

A noite que inspirou a música se deu em um intervalo na vida sentimental de YOUNG. Ele havia rompido há pouco com a atriz Carrie Snodgress, e sua essência romântica aflorava. O belo trecho “Eu sou um sonhador, mas você é somente um sonho” deixa isso bem claro.

A canção fala de um fugaz encontro entre NEIL e uma mulher em um bar. O fato efetivamente aconteceu e a garota se chamava Gail.

Os versos trazem YOUNG se aproximando da garota, deixam subentendida uma intensa química entre os dois (olhos dela em fogo, toque nos lábios) mas culminam com um infeliz desfecho: o sentimento de desolação de NEIL por não tê-la levado para casa.

Segundo reza a lenda a garota não saiu da cabeça de NEIL YOUNG por um tempo. A frustração pelo inatingível levou o cara ao teclado, de onde saíram as primeiras notas da canção. Um tempo depois NEIL levou um esboço da música à sua banda, com duas frases escritas em um envelope: “You are like a hurricane, there’s calm in your eye”. A partir disso a banda começou a trabalhar na canção, que ficou pronta em 10 dias.

Em entrevista a um jornal canadense, o guitarrista Poncho Sampedro trouxe mais detalhes interessantes sobre a elaboração de “Like a Hurricane”: “NEIL não estava gostando do jeito que eu tocava a guitarra, do ritmo que eu tinha na elaboração. Tudo mudou quando eu comecei a dedilhar as cordas de forma simples, e YOUNG disse que este poderia ser o jeito certo. E foi a única vez que a tocamos daquela maneira, aquele foi o take.

Além da simplicidade, outras fontes de inspiração contribuíram para a formação da música. A clássica canção sessentista “Runaway”, de Del Shannon, por exemplo. NEIL YOUNG explicou essa situação no livro “Shakey”: “Quando ‘Runway’ chega à parte ‘I’m walkin’ in the rain...”, estes são acordes semelhantes ao refrão de ‘Like a Hurricane’.

YOUNG também fez menção honrosa ao seu baixista, Billy Talbot: “A canção vem de uma sequência de quatro notas do baixo de Billy. Às vezes ela soa como se estivéssemos tocando realmente rápido, mas não estamos. A música apenas gira em ciclos.

NEIL YOUNG é um cara modesto mesmo, às vezes em demasia. Obviamente a base do baixo e a origem das notas são essenciais, mas 90% do brilho de “Like a Hurricane” vêm de sua performance na guitarra. Desde o riff inicial os holofotes dirigem-se somente para as notas lamuriosas e poderosas que NEIL extrai.

A música é longa (8min20seg), mas de plena energia e profundidade emocional. Letra e melodia trazem à tona a obscuridade e a ternura do mundo de NEIL. Os caracteres dos fatos de sua vida pessoal estão fortemente presentes, como sempre. Os vários solos são envolventes e mesmo as distorções são melodicamente lindas.

A tradução da canção é mais ou menos a seguinte: “Uma vez pensei ter te visto em um bar lotado e esfumaçado, dançando na luz de estrela a estrela. Bem longe dos raios da luz da lua, sei que é isso que você é. Uma vez vi seus olhos castanhos virarem fogo.// Você é como um furacão, há calma em seu olho. E estou sendo arremessado para longe, para algum lugar mais seguro onde o sentimento permanece. Eu quero te amar mas estou sendo arremessado para longe.// Eu sou só um sonhador, mas você é somente um sonho. Você poderia ter sido qualquer uma pra mim ante daquele momento quando tocou meus lábios, aquele sentimento perfeito. Foi quando o tempo deslizou para longe de nós em nossa jornada nebulosa.

Assim como outras canções clássicas do rock, “Like a Hurricane” também teve que passar por uma edição para adequar-se ao tempo das emissoras de rádio da época. Uma versão mais curta foi lançada em 08 de agosto de 1977, como um b-side do single "Hold Back the Tears".

Abraços a todos.