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quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Os melhores álbuns de 2021 segundo a Confraria Floydstock

E está chegando ao fim mais um difícil ano para a humanidade.

Como uma das coisas que seguira nos salvando fora a música, a Confraria Floydstock, mantendo a tradição de fim de ano, traz aqui a sua lista dos 25 melhores álbuns destes 12 meses.

Pela primeira vez trazemos uma lista aumentada, com 25 álbuns inéditos de estúdio, ao invés do tradicional número de 20 discos que vigorara até 2020.

Obviamente, que como toda lista, a da Confraria Floydstock tem e muito do gosto pessoal dos editores que vos escreve, além do que você deve ter visto rolar por aqui em 2021, e talvez lhe surpreendendo com esse ou aquele disco incluso na relação.

Lembrando que só selecionamos álbuns de estúdio, que contenham canções até então inéditas e neste ano de 2021.

Os álbuns que estiverem com link, significa que há matéria e/ou resenha sobre eles aqui na Confraria, basta clicar e conferir.

Outra novidade deste ano é que pela 1ª vez os álbuns não foram rankeados, pois classificar discos de estilos e sub-estilos diferenciados fica descabido e por muitas vezes até injusto.

Obviamente que há inúmeros outros bons álbuns que também poderiam ser lembrados aqui e você, caro leitor pode ficar a vontade para citá-los.

Ao final da lista, disponibilizamos uma playlist no Spotify, contendo todas as canções dos vinte álbuns selecionados abaixo. São 268 canções em mais de 22 horas. Uma bela parte do universo do rock e metal que a Confraria Floydstock entende estar repleta de qualidade.

Todos os álbuns foram ouvidos e escolhidos por membros da Confraria Floydstock.

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Os melhores álbuns de 2017 escolhidos pela Confraria Floydstock.

Enfim, para a Confraria Floydstock os melhores álbuns de 2021 foram:


Diablo Swingg Orchestra - "Swagger & Stroll Down the Rabbit Hole"

O 4º disco de estúdio da banda sueca é tão excelente e vanguadista como os anteriores mantendo o que podemos chamar de swing jazz metal ou avant gard metal, com um pouco de tango neste ultimo.


Crypta"Echoes Of The Soul"

O álbum de estreia da banda brazuca-nerlandesa, após as egressas brasileiras do Nervosa, Fernanda Lira e Luana Dametto se juntarem as holandesas Tainá Bergamaschi e Sonia Anubis, chegara em meio à expectativas e curiosidade. E o death metal das meninas não decepcionou.
 

Heavy Feather – "Mountain Of Sugar"

Aquele som que você pensa estar ouvindo uma banda da transição entre as décadas de 60 e 70. Só que se trata do 2º disco desta banda sueca da atualidade, capitaneada pela cantora Lisa Lystam. Retrô sem ser necessariamente cópia de nada específico. Confira.


Fufluns - "Refusés"

Os "Refusés" do artista Beppe Corna são 17 esculturas em terracota, tecido e acrílico (2003). Em seu aspecto de máscaras solitárias, testemunham a exclusão do homem, exibindo suas formas grotescas, com roupas semelhantes a camisas de força que a sociedade sempre lhes impôs. Eles são aqueles que por natureza se destacam, burros mas teimosos, celebrando seu protesto.
Partindo do conceito da obra de Beppe Corna, o Projeto Prog italiano Fufluns decidiu  alimentar este “protesto”, dando voz a nove Refusés, cada um deles  contado através das faixas deste álbum. Todas as canções foram arranjadas e tocadas pelos Fufluns (Alfio Costa, Simone Cecchini, Simone Coloretti, Guglielmo Mariotti, Marco Freddi).


Spiritbox – "Eternal Blue"

O casal canadense Courtney LaPlante (vocais) e Mike Stringer (guitarra), líderes do Spiritbox, começaram a lançar singles e Eps, gerando muito boa repercussão entre crítica e ouvintes, tudo isso culminando neste ótimo disco de estreia. Sonoridade mesclando transições interessantes entre arranjos um pouco mais complexos com partes bem simplificadas, de fácil absorção.


Smith/Kotzen - "Smith/Kotzen"

Prossigamos com mais um álbum de estreia, embora seja produto de 2 veteranos do rock: a junção do guitarrista do Iron Maiden, Adrian Smith com o cantor e também guitarrista Richie Kotzen, do The Winery Dogs, nos bridara com este belíssimo trabalho de hard heavy em que podemos conferir Smith além de tocar sua guitarra, arriscar também na voz. E ele não fez feio. Paulada obrigatória.


Anette Olzon – "Strong"

O segundo álbum solo da cantora sueca do The Darl Element e ex-Nightwish chegara trazendo todo o peso e vigor que o seu 1º disco de 2014 não trouxera. Anette agora veio em parceria com o produtor Magnus Karlsson, guitarrista do Primal Fear, com composições fortes e letras diretas e de protesto.


David Crosby - "For Free"

Envelhecer não significa deixar a peteca cair, sobretudo musicalmente. Aqui Mr. Crosby, um dos 4 pilares do power quarteto famoso, nos traz um disco delicioso, com canções sem erro e com direito a convidados, como Michael McDonald e Donald Jay Fagen, do Steely Dan e a cantora e compositora Sarah Jarosz. Vai viajar de carro? Ponha esse disco pra rolar e boa viagem.


Ars ProVita - "Cords"

o Terceiro álbum do Ars ProVita é sobre a Vida! Esse pulso que nos empurra em busca de algum estado de coisas ao longo do tempo, do espaço.
A Vida responde com um grande silêncio às perguntas que temos feito desde que a humanidade concebe sua consciência, o que só torna a viagem mais interessante, mais desafiadora, à medida que novos segredos, invenções e descobertas se desdobram diante de nossos olhos. Quarenta e cinco anos depois, esse álbum conceitual que estava na gaveta esperando seu momento é lançado. Conta com a participação de Andrea Kaiser e Anna Paz nos vocais em duas faixas. Projeto Prog totalmente realizado pelos irmaõs Paulo e Luis Fernando Venegas do Rio Grande do Sul.


Jinjer – "Wallflowers"

Pela 2ª vez numa lista de melhores álbuns do ano aqui da Confraria, a banda ucraniana trouxera para 2021 aquela sua porradaria sonora clássica, peculiar e irretocável, mas tudo com muito groove, balanço e mesmo prog. Eita banda classuda.


 Anneke van Giersbergen - "The Darkest Skies Are The Brightest"

Mais um álbum para acalmar as coisas. A ex-vocalista do The Gathering, The Gentle Storm, VUUR e peça-chave no Ayreon de Arjen Lucassen chegara no início deste ano com um lindo álbum acústico, intimista com belíssimas canções escritas por ela, isolada numa cabana na floresta, durante um conturbado período de sua vida.


Nervosa - "Perpetual Chaos"

Com as saídas de Fernanda Lira e Luana Dametto, a guitarrista Prika Amaral convocara Diva Satanica para o microfone, Mia Wallace no baixo e Eleni Nota para comandar as baquetas e esta formação lançara seu primeiro disco. O upgrade deu-se de forma louvável. Um renascimento com todo o poderio de uma Fênix. Thrash metal com nuances heterogêneas. Mandaram bem, meninas!


Joe Bonamassa - "Time Clocks"

Pois é, com Bonamassa não tem erro. É satisfação garantida, tanto no hard rock com o Black Country Communion, como em seu trabalhos solo encarnando o brilhante bluesman que é, bem demonstrado neste disco. Canções inspiradas, com direito até a algumas baladas tocantes. 


Shamblemaths - "Shamblemaths II"

Sombrio, misterioso, uma explosão eclética. Influencias mais visíveis de King Crimson e Van der Graaf Generator. Disco para deixar a gente doido. Maravilhoso. Um dos melhores do ano, sem dúvida. Para ouvidos progressistas desenvolvidos.


Lucifer - "Lucifer IV"

Mais uma banda que reaparece nas listas de melhores do ano aqui da Confraria Floydstock. Com seu quarto álbum, de capa pra lá de provocativa "antipatriarcado", segundo a frontwoman Johanna Sadonis, a banda sueca acerta novamente com seu hard rock simples, direto e despretensioso.


Mastodon – "Hushed And Grim"

O luto se transforma em excelência musical neste álbum gravado no período em que a banda sofria pela morte de Nick John, empresário e velho amigo dos integrantes. O que poderia ser, até com motivos para tal, um trabalho angustiadamente sem inspiração, acabara sendo um primoroso disco com ene qualidades e variantes dentro do competentíssimo prog metal desta até aqui praticamente infalível banda.


Neil Young - "Barn"

Um álbum completo gravado num celeiro. Só mesmo este mestre que tanto aparece em nossas listas de fim de ano, para com sua banda Crazy Horse nos trazer mais um de seus irretocáveis trabalhos, contendo suas clássicas e belas canções embebidas no seu folk característico e também as músicas com as suas deliciosas "guitarreiras" e solos enebriantes.


Rachel Flowers - "Bigger on the Inside"

Dificil não se emocionar com esse terceiro disco da Rachel Flowers que adquiriu notoriedade quando executou magistralmente peças do Emerson, Lake &Palmer. Neste disco Rachel se apresenta por completo, grande compositora, ótima cantora e extraordinária multi-nstrumentista. Detalhe é cega mas enxerga a música como ninguém. Quando vc lê nos créditos, que ela dentro de sua casa fez esse disco sozinha, completando cada camada com técnica, competência e muita emoção vc fica boquiaberto. Com tendência ao Jazz e influencias diversas, desde King Crimson, ELP, com certo apelo pop.


The Dead Daisies – "Holy Ground"

O mestre Gleen Hughes chegou para tocar o barco da banda The Dead Daisies e a coisa ficou séria. A transformação pujante da sonoridade da banda, completada por Doug Aldrich e David Lowy às 6 cordas e Deen Castronovo às baquetas, fica clara no seu hard rock embebido no swing de Hughes.


Accept – "Too Mean To Die"

Ao contrário daquelas bandas que envelhecem e vivem cada vez mais de seu legado já consagrado, o Accept, na contramão, ressuscitara com nova formação agrupada pelo seu líder Wolf  Hoffmann e desde então vem lançando álbuns com padrão de excelência. Neste álbum a banda não contara mais com as 4 cordas do baixista Peter Baltes, mas inaugurara a sua formação com 3 guitarristas, sempre com o selo Accept de qualidade em heavy metal clássico.


Epica - "Ωmega"

O oitavo álbum da banda holandesa de symphonic metal ratifica a sedimentação do grupo com a devida autoridade. O trabalho fora minunciosamente pensado, composto, elaborado, desenvolvido e executado pelo sexteto epiciano, reclusos num estúdio rural nos confins neerlandeses a fim de se concentrarem com mais veemência na obra, sob novamente a produção do competente Joost van den Broek.


Evanescence - "The Bitter Truth"

Após longo hiato, Amy Lee e cia trouxeram o 5º álbum de estúdio do Evanescence, embebido em emoção, característica sempre inerente aos trabalhos liderados por Lee, que agora mergulhara veemente no ativismo, denotado sem pudores nesta obra. É muito amor no coração e ideias inteligentes na cuca.


Gojira - “Fortitude

Mais um álbum um álbum cunhado no ativismo, incluindo a canção "Amazonia", cutucando a ferida dos desmatamentos e demais desmandos na floresta majoritariamente brasileira. Quanto ao som, trata-se de uma aula de metal repleto de incrementações e elementos variandos em diversos andamentos.


The Pretty Reckless – "Death By Rock And Roll"

A banda capitaneada pela contralto Taylor Momsen nos trouxe seu 4º álbum tendo que superar a perda do produtor do grupo, Kato Khandwala, que dirigia os trabalhos até o álbum anterior. Ainda assim o que se viu e ouviu foi mais um excelente álbum, que alcançara a proeza de chegar ao topo da parada Mainstream Rock da Billboard.


Iron Maiden - "Senjutsu"

Uma discussão que muito aparece nas redes sociais e conversas sobre rock e metal é: qual seria o álbum mais "prog" do Iron Maiden? Pois bem, a Velha Donzela parece querer facilitar as coisas ou mesmo acabar com tal discussão (ao menos por ora), lançando este complexo e irrepreensível trabalho, cuja recomendação é que se ouça com toda atenção possível, sem distrações e sequência e initerruptamente para uma melhor absorção e apreciação. Aqui a banda está afiadíssima, sobretudo Nicko McBrain, com performances arrebatadoras às baquetas e o frontman Bruce Dickinson, cantando como nunca, o que se torna mais louvável, devido ao problema de saúde que o mesmo superara.

Confira no player abaixo a playlist no Spotify contendo todas as canções de todos os álbuns desta lista:

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