Confraria Floydstock: Pink Floyd - Roger Waters: "Nick Mason é meu amigo"

terça-feira, 30 de junho de 2020

Pink Floyd - Roger Waters: "Nick Mason é meu amigo"


Via Rock and Roll Garage

O baixista e cantor Roger Waters falou sobre o processo contra o Pink Floyd. Ele também disse que não é possível comparar o baterista Nick Mason com David Gilmour como pessoas, já que Mason é seu amigo. O músico falou sobre o assunto em entrevista ao Jornal da Globo para promover seu novo filme/concerto "Us + Them".

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A turnê "This Is Not A Drill" do músico deveria ter começado em 8 de julho e foi adiada por causa da pandemia. “Eu trabalho neste projeto todos os dias aqui em meu isolamento. Ele é projetado para gimásios cobertos, com cenografia em torno do público. Vai ser incrível”, diz Waters.

Waters falou sobre o processo e a disputa do Pink Floyd com Nick Mason e David Gilmour:

"Você não pode jogar esses dois no mesmo saco, pelo menos para mim, porque Nick é meu amigo. Há também uma coisa que fui a tribunal contra eles, mas nunca cheguei perto de um tribunal. Eu só fui buscar aconselhamento jurídico. Para descobrir se eu poderia aposentar o nome da banda e eles me disseram categoricamente que não. E então eu disse que não quero o nome, não sou o Pink Floyd."

Em 1985, ele deixou o Pink Floyd e rompera com esses amigos de infância. Em todos esses anos, a formação mais conhecida da banda tocou apenas uma vez, em 2005, em um festival de caridade em Londres. David Gilmour e Nick Mason ainda estão vivos e ativos. Mas reunir os três no futuro não é uma possibilidade, segundo Waters.

Tantas histórias transformaram a turnê “Us + Them” em um filme com uma trilha sonora de muitas gerações e uma fotografia de uma Inglaterra dos anos 70 se afogando em toneladas de dióxido de carbono. A Battersa Station era uma usina a carvão, mas hoje está se tornando um complexo residencial e gastronômico em Londres. Está na capa do álbum "Animals" do Pink Floyd, no qual Roger Waters compara a crueldade dos homens com os instintos dos animais. As letras fazem ainda mais sentido quase quatro décadas depois de terem sido escritas.

No show, enquanto Roger canta isso, desenhos animados do presidente americano aparecem na tela. Quando perguntado se esse é um personagem da sociedade que sempre esteve na mente de Roger quando ele escreveu as músicas, ele diz: "Bem, estava na mente de George Orwell quando ele escreveu "The Animal Revolution". Ele é do tipo genérico e Trump é apenas um exemplo extremo disso."

O músico continuou dizendo que ficou chocado ao saber do racismo no Brasil:

"De alguma forma, o 'Black Lives Matter' reabriu essa discussão, porque o racismo é endêmico. É muito destrutivo e nojento, como também é no Brasil. Sabe, antes de começar a viajar para o Brasil com frequência, sempre tive a fantasia de que o Brasil era como a Meca da igualdade racial. Quando cheguei ao Brasil, percebi o quão racista o país era. Eu mal podia acreditar e fiquei profundamente deprimido e decepcionado."

Apesar dos gritos, dos gestos agressivos, das lutas intermináveis no palco e na vida, o que move Roger Waters é um ideal simples. Bucólico como a letra de uma de suas últimas músicas "Crystal Clear Brooks".

Nossa missão é um fluxo de águas cristalinas, sabia? Quando chegar a hora, no último dia, teremos feito bem se pudermos dizer, como o sol se põe em seu caminho final. Que nunca desistimos. Fizemos o possível para que nossos filhos pudessem nadar em correntes de água cristalina."

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