Confraria Floydstock: Ex Libris: Entrevista exclusiva com Dianne van Giersbergen

quarta-feira, 13 de março de 2019

Ex Libris: Entrevista exclusiva com Dianne van Giersbergen


Dando sequência ao primeiro EP “Ann, Chapter 1: Anne Boleyn”, que compõe a sua ousada e até aqui, feliz e bem-sucedida trilogia progressive metal "ANN", que tematiza sobre três "Anas" emblemáticas da história, a banda neerlandesa Ex Libris, da frontwoman Dianne van Giersbergen, chegará no dia 15 de março próximo o EP “Ann, Chapter 2: Anastasia Romanova”.

Dianne van Giersbergen fundou o Ex Libris em 2003, lançando com a banda os álbuns "Amigdala" (2008) e "Medea".

Em 2013 tivera uma brilhante passagem pela banda germânica Xandria, onde gravou com eles dois álbuns, com destaque para o segundo, "Theater of Dimensions" (2017).

Em 2018 ela se voltou inteiramente à sua banda de origem e lançou o esplêndido EP “Ann, Chapter 1: Anne Boleyn”, a primera parte da trilogia de progressive metal "ANN", cuja segunda parte conheceremos na sexta-feira próxima (15/03) com a chegada de “Ann, Chapter 2: Anastasia Romanova”.

Dianne gentilmente concedera uma entrevista em arquivo de áudio, que foi minunciosamente transcrita pelo confrade Renato Azambuja, a qual você pode ler nas linhas abaixo ou ouvir o arquivo em áudio ao final do texto.


ENTREVISTA EXCLUSIVA COM DIANNE VAN GIERSBERGEN

Sua extensão vocal é algo impressionante. Quando e como você se interessou por música e canto?

Isso foi há muito tempo, porque no meu quarto aniversário eu recebi lições de canto como presente de aniversário dos meus pais porque eles notaram o meu interesse pela música e  acharam que era uma boa idéia. Eu penso que foi o certo, então foi há muito tempo e eu fui fisgada pelo canto desde então

Como você cuida da sua voz? Faz rituais diários específicos para mantê-la em forma?

Bem, os rituais diários seriam dormir o suficiente, porque essa é a única maneira de sua voz se recuperar, quando está descansando e, além disso, beber água suficiente, de forma que a hidratação é muito importante. Nada de gritar, claro, mas acho que essas coisas são o esperado, portanto, sem gritar! Eu odeio, odeio fumaça de cigarros, mas também fumaça de palco porque é realmente prejudicial para a voz. Beber muito álcool, especialmente beber álcool quando você canta em um show também é prejudicial, então eu não faço isso.

Rotinas diárias ... Eu acho que é só cantar! Sim! Mas quando você teve tantas aulas de canto quanto eu, bem, você tem uma espécie de rotina de como aquecer a voz, o que pode ser diferente para cada voz, na verdade, porque são todos instrumentos diferentes.

Você pode facilmente passar de um tom mais rasgado (rock e metal) para lírico. Muito estudo e disciplina para conseguir isso ou o sentimento também ajuda muito?

Claro que estudo e disciplina ajudam muito. Não vejo outra maneira de chegar lá porque você pode ser talentoso em cantar, você pode ser talentoso, mas você ainda precisa desenvolver seu instrumento, ninguém nasce com um instrumento totalmente amadurecido e treinado, isso simplesmente não existe. Mesmo quando soa assim, isso não significa que você ainda tem a condição vocal e que você não vai machucar sua voz se você simplesmente continuar fazendo tudo na base do "eu-acho-que-isso-soa-ok"!

Como a Ex Libris foi formada?

Bem, eu na verdade fundei a banda junto com o primeiro baterista que é chamado Joost van de Pas, e é interessante notar que todos os vídeos, os documentários de estúdio que estão agora aparecendo nas páginas do Ex-Libris são filmados pela mesma pessoa, nosso  primeiro baterista à época, Joost van de Pas, e em certo momento ele decidiu que isso não era mais para ele, tocar no Ex-Libris, ele queria fazer outra coisa e ele se tornou ... bem, primeiro ele se tornou carpinteiro, mas depois ele se transformou em, bem, ele iniciou sua própria empresa de vídeo que está muito atarefada agora, e nós o estamos ajudando e ele está nos ajudando, então é uma situação em que todos ganham e eu devo dizer que eu acho que ele é muito talentoso porque eu amo esses documentários de estúdio.

Depois de mostrar seu grande talento com a Banda Ex Libris, você foi convidada para se juntar à banda alemã Xandria, onde com ela gravou dois dos melhores álbuns do grupo, contribuindo muito para fazê-los crescer. Em resumo, você foi desconectada do Xandria e postou uma declaração visivelmente chocada e ferida. Gostaria de aproveitar esta oportunidade e acrescentar algo mais sobre o que aconteceu?

Obrigada (dois dos melhores álbuns do grupo)! Bem, você sabe, eu não quero mergulhar no que aconteceu, eu apresentei meu lado da história já em declaração e gostaria de mantê-lo assim, porque eu não acredito que alguém pode ser feliz quando se demora no passado, é também aí que eu recupero a minha força e estou avançando com força total com o Ex-Libris, que é o que realmente me faz feliz porque eu posso fazer o que eu quiser no Ex-Libris, não há restrições e, sim! O futuro é brilhante!



Ao reagrupar a Ex Libris, você não só fez, como veio com "ANN - A Progressive Metal Trilogy", começando com EP "Chapter 1: Anne Boleyn", um projeto ousado e muito elaborado que contou com os fãs, via crowdfunding para se materializar.

Como surgiu essa idéia de homenagear três mulheres históricas icônicas chamadas "Ann"?


Na verdade, porque eu tinha uma agenda tão ocupada com a Xandria, nós, Ex-Libris, já estávamos planejando fazer mais lançamentos que reunissem um álbum simplesmente para lidar com o meu calendário ocupado. Mas por que três? Porque Ann, The Metal Trilogy, é o nosso terceiro grande lançamento. Então é o terceiro álbum completo, daí decidimos dividir tudo por três. Então nós deveríamos ter três capítulos, nós deveríamos ter três músicas por capítulo e em cada música de alguma maneira o dígito três é novamente escondido, então há um bom desafio malicioso. E por que Ann? Bem, nós tivemos tanto sucesso com "Medea", com o que foi escrito para "Medea", e nós realmente topamos com o fato de que isso foi, como se diz, nós tivemos um momento 'oooooh', em que percebemos que quando temos uma personagem feminina para eu retratar, que há um pouco de magia ali. Então, queríamos fazer isso de novo, mas estávamos procurando uma mulher para retratar, que acabou sendo múltipla porque fizemos isso, esse número três que deve dividir tudo e eu sempre fui fã da história de Ana Bolena, e Koen veio com Anastasia Romanova e é claro que temos uma terceira Ann, que ainda não será anunciada, então eu também não vou fazê-lo, e é claro que há outras histórias também, mas as histórias de 'Ann' se destacaram e é por isso que decidimos chamar a trilogia de "Ann".

Ao ouvirmos o EP "Chapter 1: Anne Boleyn", percebemos que você canta como se fosse a própria Ana Bolena reencarnada, especialmente na música "The Miscarriage". Você estudou muito sua história para sentir e passar seus dramas nas músicas?

Ah, sim! Com Ana Bolena e também com o que eu fiz agora com Anastasia Romanova, eu faço muita pesquisa, muita pesquisa, eu realmente mergulho no personagem, e no momento de gravar canto como se eu fosse a pessoa que viveu suas vidas. Eu acho que é a única maneira de prestar homenagem às vidas e às histórias e também a única maneira de trazê-los de volta da história, porque as pessoas só estão interessadas em com quem elas podem ter empatia. E é isso! Então eles realmente têm que sentir essa simpatia pelo personagem, e você não pode simplesmente contar uma história, você tem que viver a história. Estou feliz que você esteja me ouvindo, a mim e a ela, porque de alguma forma diz que eu fiz o meu trabalho direito, e espero que você sinta o mesmo sobre Anastasia Romanova.

Qual é o seu envolvimento no processo de criação das músicas do Ex Libris? Letras? Faz o piano?

Bem, nós escrevemos a música juntos e depois é principalmente Bob Wijtsma, nosso guitarrista, e Koen Stam, nosso tecladista, e eu, os três, e depois bateria e baixo são mais tarde, e...como se diz? ... misturados na equação! Mas é um vai-e-vem entre nós três. Eu escrevo minhas próprias linhas vocais, mas antes de começarmos eu faço minha pesquisa e faço uma linha do tempo, esboço o assunto sobre o qual vamos falar em cada música, para que eles tenham um projeto para as emoções e as viradas na história que eles podem traduzir em música.

Agora estamos prestes a conhecer o EP "Ann, Chapter 2: Anastasia Romanova", que chegará em 15 de março. Conte-nos sobre isso e esta segunda "Ann" histórica, a musa inspiradora deste trabalho.

Bem, Anastasia Romanova é a filha mais nova do último czar da Rússia, o czar Nicolau II e ele é o último czar da Dinastia Romanov. Claro que eles não sabem disso. Quando a história começa, eles acham que a dinastia vai durar para sempre, mas é claro que isso não acontece porque a revolução já está se formando e, bem, durante o capítulo a revolução toma conta e eles são aprisionados e eventualmente assassinados, executados. Por que essa história? Bem, como eu já te disse, Anastasia foi escolhida por Koen Stam, nosso tecladista, que realmente queria contar a história e ele queria contar a história real então, não a da Disney, em que somos levados a acreditar que Anastasia escapou e que ela ainda estava viva muitos anos após a execução e depois retornou e blá, blá, blá, porque quando você faz uma pesquisa e você mergulha nos fatos, então você descobre que isso não é possível de jeito nenhum. Então, queríamos contar a história fiel e, claro, ainda é uma interpretação, mas os fatos batem. No entanto, é minha interpretação. Quando acrescentei os sentimentos através das músicas, a maneira como ela se sentiu, o interessante é que é tão diferente não só na música do capítulo um, mas também na história porque, bem, Ana Bolena era uma mulher que estava muito à frente seu tempo, sendo uma mulher que sabia o que queria e então temos Anastasia que é basicamente presa na ingenuidade de seus pais e que estava condenada ao seu destino por causa de seus pais que simplesmente não conseguem acreditar que a revolução está realmente lá e estavam tão envolvidos na doença de seu filho mais novo, a hemofilia, que fazem vista grossa para o que está acontecendo do lado de fora e, bem, é basicamente por isso que eles nunca conseguiram escapar. Ok, agora eu estou totalmente perdida sobre qual questão estávamos.



Ex Libris fará uma turnê divulgando "Ann, Chapter 2: Anastasia Romanova"?

Não, eu já falei isso em muitas entrevistas e vou dizer de novo, o Ex-Libris terá alguns shows depois do terceiro capítulo, nós estamos realmente ansiosos para isso, mas nós vamos fazer apenas shows exclusivos, o que significa que nós escolhemos qualidade sobre quantidade. Por isso, não estaremos em turnê pela Europa ou Estados Unidos ou Ásia e tendo seis shows seguidos e apenas lidando com música como uma grande máquina, nós não queremos isso. Então, vamos fazer alguns shows, mas somente depois que o terceiro capítulo for lançado, porque também para o terceiro capítulo nós realmente precisamos do nosso foco para ele.

Podemos sonhar com a possibilidade de assistir à exposição da Ex Libris apresentando a "ANN - A Progressive Metal Trilogy" na América do Sul e especificamente no Brasil?

Bem, você sabe, dizer que nós só fazemos shows exclusivos, é claro, não significa que nós não queremos viajar, então eu adoraria isso, eu adoraria ver a América do Sul de novo, eu estive lá uma vez, talvez duas vezes, e eu acho que é um país muito bonito e as pessoas são muito acolhedoras. Eu adoraria apresentar Ex-Libris para vocês no Brasil, então apenas nos enviem um bom convite e quem sabe nós poderemos aparecer para fazer um show exclusivo.

"Ann, Capítulo 3" deve chegar em 2019. Vocês escolheram a próxima "Ann" para ser homenageada?

Sim, nós temos, mas é tudo o que vou dizer sobre isso. Você apenas terá que esperar e ver.

Em setembro, você integrará o elenco que apresentará o "Electric Cast Live", do projeto Ayreon de Arjen Lucassen. Como foi esse convite? Suas expectativas são altas para esse show?

Bem, eu me associei ao Ayreon algumas vezes no estúdio e nós gostamos um do outro, conversamos um com o outro e ele estava procurando um grupo diferente de vocalistas para acompanhar sua banda nos próximos shows e ele perguntou se eu queria participar. Ele ficou muito impressionado com o "Chapter 1: Anne Boleyn" e depois disse: 'Eu ouvi algumas coisas que acho que realmente funcionariam para os meus shows ao vivo. Você está disposta a participar?'. Eu disse que eu estava, e junto com Marcela agora somos parte da banda e isso pode ser visto como um papel fácil que não está em primeiro plano mas um pouco no fundo, mas se você soubesse quanto estudo está envolvido e quão importante essas partes realmente são, eu diria que Marcela e eu temos os papéis principais, porque estaremos no palco por bastante tempo.

Para concluir, o metal sinfônico parece ser um nicho além do metal, com apreciadores muito específicos. Por outro lado, outros admiradores do rock e do metal parecem torcer o nariz em estilo, já que misturar metal com música erudita pode "invalidar" o primeiro. As listas dos melhores álbuns de rock e metal do ano excluem invariavelmente os discos de metal sinfônico. (Não é o caso na "Confraria Floydstock") Você percebe essa situação e sabe as razões?

Bem, eu realmente não percebi nenhuma negatividade em relação ao Metal Sinfônico. Eu não sei, eu acho que sempre haverá um grupo de pessoas que estão realmente presas aos tipos mais clássicos de Metal e a escolha é deles. Eu gosto de preencher minha vida com coisas positivas e algo assim, você sabe, você pode realmente ficar empacado e é muita negatividade. Se alguém gosta de afirmar que o  Metal Sinfônico não é Metal de verdade, então acho que isso é problema da pessoa, porque para mim é, e é o que conta para mim, então eu não sei, eu ... Não! Eu realmente não sei o que dizer, só que eu não sinto que fui discriminada de qualquer forma pela música que eu tenho feito agora, e também não ao longo dos últimos anos e me sinto muito honrada e abençoada por ter tantos seguidores e eu estou muito agradecida, e tento responder tantos e-mails dos fãs quanto posso. Por favor, lembrem-se de que eu recebo muitos, então eu não posso escrever para todos, porque se eu investisse meu tempo assim, eu não seria uma musicista porque eu não teria tempo. Então, para resumir, não me sinto discriminada. Pelo contrário, eu me sinto muito amada e estou ansiosa para o futuro e espero que todos que já estão me seguindo permaneçam comigo e que possam se juntar a mais pessoas para que eu possa compartilhar minha música e talvez fazer com que algumas cabeças ao redor do mundo "bangueiem" junto comigo.

MUITO OBRIGADO POR CONVERSAR COM "CONFRARIA FLOYDSTOCK"

Muito obrigado por reservar um tempo para me fazer essas perguntas. Espero que seus seguidores gostem de lê-las e desculpe por qualquer outro ruído que você possa ter ouvido, eu estava segurando um café em minhas mãos, então tomei um gole de vez em quando, e tive que pensar de vez em quando sobre as respostas, mas tenho certeza de que você fará uma ótima entrevista. Então, tudo de bom! Por favor, me envie o link quando estiver carregado para podermos compartilhar. 


Tchau, tchau!!!



OUÇA O ÁUDIO DAS RESPOSTAS EM INGLÊS (HEAR THE AUDIO OF ANSWERS IN ENGLISH)

Dianne van Giersbergen founded Ex Libris in 2003, releasing with the band the albums "Amigdala" (2008) and "Medea".

In 2013 he had a brilliant passage through the German band Xandria, where he recorded with them two albums, especially the second one, "Theater of Dimensions" (2017).

In 2018 she turned entirely to her original band and released the splendid EP "Ann, Chapter 1: Anne Boleyn", the first part of the progressive metal trilogy "ANN", whose second part we meet next Friday (15 / 03) with the arrival of "Ann, Chapter 2: Anastasia Romanova".

Dianne had graciously granted an audio interview, which was minutily transcribed by the confrere Renato Azambuja, which you can read on the lines below or listen to the audio file on the link above the English text

EXCLUSIVE INTERVIEW WITH DIANNE VAN GIERSBERGEN

Your vocal extension is something impressive. When and how did you get interested in singing and music?

That was a very long time ago because on my fourth birthday I received singing lessons as a birthday gift from my parents because they had noticed my interest in music and they thought that was a good idea and think we can only agree to that so it was a long time ago and I´ve been hooked to singing ever since.

How do you take care of your voice? Any specific daily rituals to keep her in shape?

Well, daily rituals would be having enough sleep, because that´s the only way for your voice to recover, when it´s resting, and furthermore drinking enough water so hydration is very important. No yelling, of course, but I guess those things are only logical so, no yelling. I hate, hate smoke from cigarettes but also stage smoke because it´s trully damaging for the voice. Drinking too much alcohol, especially drinking alcohol when you sing at concert is also damaging, so I don´t do that.
Daily routines... I guess it´s just singing. Yes. But when you have had singing lessons as long as I did them, well you have a sort of routine of how to warm up the voice, which can be different for every other voice actually because they´re all different instruments.

I´m reading question three now...

You can easily move from a more ripped tuning (rock and metal) to lyric. So much study and discipline to achieve this or the feeling also helps a lot?

Of course studying and discipline helps a lot. I see no other way to get there because you can be talented in sing, you can be talented but you still need to develop your instrument, no one is born with a fully matured and trained instrument, that simply doesn´t exist. Even when it sounds like that it doesn´t mean that you still have the vocal condition and that you won´t hurt your voice if tou simply keep on doing everything by I-think-this-sounds-ok!.

How was Ex Libris formed?

Well, I actually found the band together with the first drummer who is called Joost van de Pas and it might be a cool thing to know that all the videos, the studio documentaries that are now featuring on the Ex-Libris pages are actually shot by the same guy, so our first drummer, Joost van de Pas, and at certain point he decided that this wasn´t for him anymore, playing in Ex-Libris, and he wanted to do something else and he turned...well, firstly he turned into carpentry but then he turned into, well, starting his own video company which is very busy right now and we´re helping him out and he´s helping us out so it's a win-win situation and I must say that I think he´s really talented 'cause I love those studio documentaries.

After showing your great talent with the Ex Libris Band, you were invited to join the German band Xandria, where the band recorded two of the group's best albums, doing a lot to make them grow. Summarily you were disconnected from Xandria and posted a statement visibly shocked and hurt. Would you like to take this opportunity and add something more about what happened?

Well, you know, I don´t want to dive into what happened, I gave my side of the story already in the statement and I wish to keep it at par because I don´t believe that someone can be happy when lingering in the past, that´s also where I regain to my strenght and I´m moving full force ahead with Ex-Libris which is actually what makes me really happy because I can do whatever I want in Ex-Libris, there are no restrictions and, yeah! The future is bright!

In regrouping Ex Libris, you not only did it, but as it came with "ANN - A Progressive Metal Trilogy," beginning with EP "Chapter 1: Anne Boleyn", a daring and very elaborate project that had fans, via crowdfunding to materialize.

How did this idea come about to honor three iconic historical women called "Ann"?

Actually, because I had such a busy schedule with Xandria, we were, Ex-Libris, were already planning on doing more releases that would combine one album simply so that it could cope with my busy calendar. But why three? Because Ann, The Metal Trilogy is our third major release. So it´s the third full lenght album, so then we decided that we should divide everything by three. So we should have three chapters, we should have three songs per chapter and in every song somehow the digit three is again hidden, so there´s a nice naughty challenge. And why Anne? Well, we had such a succes with "Medea", with was writing for "Medea" and we really stumbled on the fact that this was, how do you say, we had like a 'oooooh' moment in which we realised that when we have a female character for me to portray that that´s just a little bit of magic right there. So we wanted to do that again, but we were looking for a woman to portray but it turned out to be multiple because we did this, this digit three that should divide everything and I have always been a fan of the story of Anne Boleyn and Koen came up with Anastasia Romanova and of course we have a third Ann, which is not yet to announce, so I also won´t and of course there´s other stories as well but the 'Ann' stories stood out and that´s why we decided on calling the trilogy Ann.

Upon hearing the EP "Chapter 1: Anne Boleyn", we realize that you sing as if it were Anne Boleyn herself reincarnated, especially in the song "The Miscarriage". Did you study her story a lot to feel and pass on her dramas in the songs?

Oh, yes! With Anne Boleyn and also what I did now with Anastasia Romanova, I do a lot of research, really lot of research, I really dive into character and at the pointing of recording sing as if I was the one who lived their lives. I think that´s the only way of paying tribute to the lives and the stories and also the only way to bring them back from history because people are only interested in what they can emphathise with. And that is this! So they really have to feel that simpathy for the character, and you cannot to that by simply telling a story, you have to live the story. I´m happy that you' re hearing me and her or her and me because it somehow says that I did my job right, and I hope that you will feel the same way about Anastasia Romanova.

What is your involvement in the process of creating the songs of Ex Libris? Lyrics? Does it make up the piano?

Well, we write the song together and then mostly it is Bob Wijtsma, our guitar player, and Koen Stam, our keyboard player, and me, the three of us, and then drums and bass are later, and, how you say that?...mixed in the equation! But it´s a back-and-forth between the three of us. I write my own vocal lines but before we start I do my research and I make a timeline, I sketch the rough outlines of which subject we´re gonna talk about in which song so that they have a blueprint for the emotions and the twist and turns in the story which they then can translate into music.

Now we are about to know the EP "Ann, Chapter 2: Anastasia Romanova", which will arrive on March 15th. Tell us about it and this second historical "Ann", the inspirational muse of this work.

Well, Anastasia Romanova is the youngest daughter of the last Czar of Russia, the Czar Nicholas The Second, and he is the last Czar of the Romanov Dinasty. Of course they don´t know that. When the story starts they think the dinasty will live on forever but of course it does not because of the revolution is already brewing and, well, during the chapter the revolution takes over and they become imprisoned and eventually get murdered, get executed. Why this story? Well, as I already told you, Anastasia was chosen by Koen Stam, our keyboard player, who really wanted to tell the story and he wanted to tell the real story, so not the Disney one in which we are let to believe that Anastasia escaped and that she was still alive many many years after the execution and then returned and blah, blah, blah, because when you do a research and you dive into the facts then you will learn that this is not possible at all. So we wanted to tell the honest story and of course it is still an interpretation but the facts match. It is however my interpretation. When I added the feelings through the songs, so the way SHE felt, the interesting thing is that it´s so different not only in music to chapter one but also in story because, well, Anne Boleyn was a woman who was far ahead of her time, being a woman who knew what she wanted and then we have Anastasia who is basically trapped in the naivety of her parents and who was doomed to her destiny because of her parents who simply cannot believe that the revolution is really there and was so involved in the disease of their younger son hemophilia that they turn a blind eye to what is happening outside and, well, that´s basically why they never got to escape. Ok, so now I´m totally lost to which question we were.

Ex Libris will tour announcing "Ann, Chapter 2: Anastasia Romanova"?

No, I´ve said it in many interviews and I will say it again, Ex-Libris will have some shows after the third chapter, we´re really looking forward to that, but we will only do exclusive shows which means that we´re choosing quality over quantity. So we will not be touring the Europe or the United States or Asia and having six shows in a row and just handling music like a big machine, we do not want that. So, we will do some shows but only after the third chapter is released because also for the third chapter we really need our focus to be there.

Can we dream about the possibility of attending Ex Libris shows presenting "ANN - A Progressive Metal Trilogy" in South America and specifically in Brazil?

Well, you know, saying that we only do exclusive shows of course does not mean that we do not wish to travel, so I would love that, I would love to see South America again, I´ve been there once, twice maybe, and I think it´s a very beautiful country and the people are very welcoming. I would love to present Ex-Libris to you in Brazil, so just send us a good invitation and who knows, we might come over to do an exclusive show.

"Ann, Chapter 3" is due to arrive in 2019. Have you chosen the next "Ann" to be honored?

Yes, we have, but that´s all I will say about it. You´ll just have to wait and see.

In September you will integrate the cast that will present the "Electric Cast Live", from the Ayreon project of Arjen Lucassen. What was the invitation? Are your expectations high for this concert?

Well, I´ve bond into Ayreon a few times in the studios and we like each other, we do each other conversations and he was looking for a different set of vocalists to accompany his band for the upcoming shows and he asked if I wanted to join. He was very impressed with Chapter One, Anne Boleyn and then he said 'I hear some things that I think would really work for my live shows. Are you willing to join?'. I said I was and together with Marcela we´re now part of the band and it might seen as a easy role which is not on the foreground but a little bit on the background but if you would know how much study there is involved and how important these parts really are I would say Marcela and me have the leading roles because we´re gonna be on the stage for quite some time.

To conclude, the symphonic metal seems to be a niche apart from the metal, with very specific fans. On the other hand, other admirers of rock and metal seem to twist their noses into style, as mixing metal with erudite music might invalidate the former. Lists of best rock and metal albums of the year invariably exclude the symphonic metal discs. (Not the case of the "Confraria Floydstock") Do you realize this situation and know the reasons why?

Well, I haven´t really noticed any negativity towards Symphonic Metal. I don´t know, I guess there will always be a group of people who are really stuck to the more classical types of Metal and that is up to them. I like to fill my life with positive things and something like this, you know, you can really get stuck in and it´s so much negativity. If someone likes to make a statement that Symphonic Metal isn´t real Metal then I guess that´s kind of his problem because to me it is and that´s whats counts for me, so I don´t know, I...No! I don´t really know what to say, only that I don´t feel that I have been discriminated in anyway for the music that I have been making now and also not over the past years and I feel very honored and blessed to have such great following and I´m very thankful, and I try to answer as lot as fan mail as I can. Please, remember I receive a lot so I cannot write to everyone because if I would invest my time like that then I would not be a musicus because I wouldn´t have the time for that. So, to sum it up, I do not feel dicriminated. On the contrary, I have feel very loved and I´m looking forwards to the future and I hope that everyone who is following me already would stick with me and that might join more people so I can share my music and hopefully let some heads around the world headbang along with me.

THANK YOU VERY MUCH FOR TALKING WITH CONFRARIA FLOYDSTOCK

Thank you so much for taking the time to ask me these questions. I hope that your followers will enjoy reading them and sorry for any others sounds that you might have heard, I had some coffee in my hands as weel so I took a sip now and then, and had to think now and then about the answers but I´m sure that you will make it into one great interview. Bye, Bye.


Um comentário:

  1. Meu nome é dr. Ogbidi, eu nasci em uma pequena aldeia na África, filho digno ou mestre Kebbi. Meu pai me confiou o dom sagrado de nossa família antes de morrer. Todos os dias, desde os meus 10 anos de idade, dediquei a minha vida a cumprir o meu dever e a ajudar todos aqueles que me pedem ajuda. Por causa disso, minhas mentes poderosas aumentam meu presente para isso ou "Guia Sagrado" com a permissão de meus ancestrais. É por isso que tive que viajar para fora da África e além para colocar meu presente a serviço dos necessitados. Incase você precisa da minha ajuda sobre o seguinte: amor feitiço, gravidez e quaisquer outros tipos ou ajuda, não hesite em contactar-me Email: ogbidihomeofsolution1@gmail.com ou ligue / whatsapp via: +2348052523829
    Até que finalmente cumpro meu dever e destino.

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