Confraria Floydstock: Triumvirat: em 'Spartacus' a beleza de cada melodia está em primeiro plano

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Triumvirat: em 'Spartacus' a beleza de cada melodia está em primeiro plano


"Spartacus" é o terceiro da banda alemã Triumvirat. Banda sempre muita comparada ao ELP lá nos anos 70, que fazia, por sinal, um som com uma certa similiaridade, mas muito longe de ter o mesmo aspecto melódico do Triumvirat.

O terceiro disco da banda foi o de maior sucesso deles e, por isso, muito fácil de ser achado em qualquer saldo em lojas de discos por aí. O tamanho da musicalidade apresentada pela banda justamente deveria ser um diamante muito difícil de ser encontrado, mas isso não ocorre.

O Triumvirat talvez tenha vendido bastante nos anos 70, mas longe de ser reconhecido como uma grande banda de rock progressivo naquela época. O tempo sempre faz justiça e, atualmente, os apreciadores de progressivo babam com a música genial, melódica e emocionante da banda.

A banda era formada por Jürgen Fritz, Hans Bathelt e Helmut Köllen. O disco conta a história do gladiador Espártaco da Roma Antiga. Alguns toques no synth e a entrada bem marcada para dar início a um ritmo de teclado cheio de beleza. Isso é talvez o princípio básico da música do Triumvirat, a beleza de cada melodia está em primeiro plano.

O tecladista Jürgen Fritz mostra todo o seu virtuosismo em "The Capital Of Power", a primeira música de uma belíssima jornada sonora inesquecível.

A linda voz Helmut Köllen aparece na magnífica "The School of Instant Pain", através da qual toda a musicalidade da banda vem numa corrente de solos de orgão e synth, que só vem apontar o Jürgen Fritz como o grande responsável por toda a genialidade da música da banda.



"The Walls of Doom" traz a banda numa batida num compasso organizado que faz parte de apenas um início de um construção de um ritmo de synth juntamente com orgão e a abertura para uma quebradeira maravilhosa de teclados.

O que entra depois é a lindíssima canção "The Deadly Dream of Freedom", mais um dos grandes atributos para formação de uma das mais belas sonoridades da história do progressivo. É para fechar os olhos e viajar pela capacidade de emocionar a arte musical.

Triumvirat: A tamanha beleza de Illusions On A Double Dimple

"The Hazy Shades of Dawn" traz novamente a música organizada de forma compassada num ritmo militar.

A entrada triunfal de "The Burning Sword of Capua" só estende o tapete para mais uma aula de quebradeira nos teclados até o ataque final num ritmo avassalador.

Entra a linda "The Sweetest Sound of Liberty", que traz novamente a linda voz de Helmut Köllen, numa bela canção.



"The March to the Eternal City" talvez traga o grande momento do disco, que sempre demonstra algo grandioso em suas melodias, num compasso bem espartano e uma parada para trazer a linda voz melódica de Helmut Köllen, dentro de um ciclo que volta a tocar o compasso bem espartano. Um momento sublime do progressivo. Não para por aí, entra uma linda batida para um solo cadenciado de synth, que pode ser considerado um dos mais belos já realizados no instrumento. O disco já está condecorado como um grande disco da história do progressivo. O compasso bem espartano vem fechar a música e traz novamente a voz linda de Helmut Köllen.



Só que o disco fecha com chave de ouro com a faixa-título, prontamente recheada de teclados, belas melodias e a certeza de que o Triumvirat foi uma das maiores bandas de progressivo de todos os tempos.

ELP é uma coisa. Triumvirat é outra e extremamente genial. A finalização do synth em ritmo de velocidade só vem apontar essa genialidade. Pena que o vocalista e baixista Helmut Köllen faleceu cedo, asfixiado dentro do próprio carro. Disco fundamental em qualquer coleção de rock progressivo. Histórico!

Tracklist:

  1. The Capitol Of Power
  2. The School Of Instant Pain
  3. The Walls Of Doom
  4. The Deadly Dream Of Freedom
  5. The Hazy Shades Of Dawn
  6. The Burning Sword Of Capua
  7. The Sweetest Sound Of Liberty
  8. The March To The Eternal City
  9. Spartacus

Texto de Marcio Abbes, do Empoirados do Rock.

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