Música é assunto para a vida toda

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Morreu Jô Soares

Ator, dramaturgo, diretor, escritor, músico e apresentador tinha 84 anos e sofria com uma pneumonia

Faleceu nesta madrugada o multi-artista José Eugênio Soares, ou Jô Soares, sucumbindo à pneumonia da qual tratava desde 28 de julho último, no Hospital Sírio Libanês em São Paulo.



Em nota, sua esposa noticiou:

 “Faleceu há alguns minutos o ator, humorista, diretor e escritor Jô Soares. Nos deixou no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, cercado de amor e cuidados.

O funeral será apenas para família e amigos próximos.

Assim, aqueles que através dos seus mais de 60 anos de carreira tenham se divertido com seus personagens, repetido seus bordões, sorrido com a inteligência afiada desse vocacionado comediante, celebrem, façam um brinde à sua vida.

A vida de um cara apaixonado pelo país aonde nasceu e escolheu viver, para tentar transformar, através do riso, num lugar melhor.

Viva você meu Bitiko, Bolota, Miudeza, Bichinho, Porcaria, Gorducho. Você é orgulho pra todo mundo que compartilhou de alguma forma a vida com você. Agradeço aos senhores Tempo e Espaço, por terem me dado a sorte de deixar nossas vidas se cruzarem. Obrigada pelas risadas de dar asma, por nossas casas do meu jeito, pelas viagens aos lugares mais chiques e mais mequetrefes, pela quantidade de filmes, que você achava uma sorte eu não lembrar pra ver de novo, e pela quantidade indecente de sorvete que a gente tomou assistindo.

Obrigada para sempre, pelas alegrias e também pelos sofrimentos que nos causamos. Até esses nos fizeram mais e melhores

Amor eterno, sua,

Bitika”.

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Uma publicação compartilhada por Flavia Pedras Soares (@flavia_pedras)

Jô Soares era carioca e quando jovem estudou no Rio, mas logo mudou-se para Suíça no intuito primeiro de tornar-se diplomata, mas foi vencido pela paixão da veia artística e já na década de 50, estreou na televisão brasileira em “Praça da Alegria” (1956) na Record.

Na década de 80, já na Rede Globo, fez o Brasil rir com “Viva o Gordo”, até se transferir para o SBT e estrear como apresentador no talk show “Jô Soares – Onze e Meia”, onde passou a ser figura tradicional dos fins de noite da televisão, entrevistando míríades de convidados, entre artistas e anônimos, além de sua impagável interação com os músicos do a princípio quarteto Onze e Meia (que depois se tornaria quinteto e a seguir sexteto). Foi lá que Raul Seixas, por exemplo, deu sua última entrevista, antes de falecer no mês seguinte.

Em 2000, Jô retorna à Globo, agora com o “Programa do Jô”, reestreando inclusive entrevistando o “dono da casa”, Roberto Marinho. Por lá, Jõ ficaria por mais 16 anos.



Além da televisão, Jô escrevia e dirigia peças de teatro, escreveu livros, que se tornaram filmes e também tinha sua veia musical, sendo amante incondicional de jazz, tocando inúmeras vezes com seu Sexteto.

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